Moda para gringo ver: a internacionalização das marcas nacionais

Escrito por: Diógenes Cunha

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A moda brasileira deixou de ser apenas movimento local para virar exportação. A tendência Brazil Core, que celebra a identidade nacional, ganhou força desde a última Copa do Mundo e invade feeds globais com as cores verde e amarelo.

A presença massiva de brasileiros nas redes sociais, o turismo em alta, a expansão do cinema nacional e grandes eventos internacionais, como a COP30, formaram um conjunto de fatores que elevou o Brasil como referência de estilo no exterior. O resultado é uma moda que mostra o país inteiro, e não apenas o Rio, em lojas e vitrines ao redor do mundo.

Entre os exemplos mais evidentes estão parcerias de peso e ações que impulsionam a visibilidade global das marcas brasileiras. A Havaianas lotou shoppings com um modelo em colaboração com a Dolce & Gabbana, e nomeou Gigi Hadid como primeira embaixadora global, uma jogada estratégica para fortalecer presença nos EUA. No segundo trimestre de 2025, a empresa reportou lucro líquido de R$ 87 milhões, salto de 270% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outras marcas de peso acompanham esse movimento. A Farm, pela primeira vez, encerrou 2025 com quase 150 lojas em sete países, com a área internacional respondendo por 60% das vendas. A Granado, com mais de 150 anos de história, já atua em Paris, Londres, Lisboa e Nova York. A PatBO, por sua vez, está presente em 26 países, com duas lojas próprias em Nova York e Miami. Essas iniciativas colocam o Brasil entre as primeiras marcas nacionais a se internacionalizarem, reforçando a imagem “cara do Brasil” no exterior.

Apesar do foco inicial em icônicos símbolos nacionais — o que às vezes leva o exterior a associar o Brasil ao Rio de Janeiro — as marcas brasileiras começam a ampliar o leque de referências. A ideia é mostrar a diversidade do país: couro de pirarucu, rendas Ceará, brutalismo de São Paulo e seda do Sul, entre outras riquezas. O objetivo é claro: o mundo precisa conhecer o Brasil em sua totalidade, não apenas a imagem carimbada do litoral.

Qual o próximo passo? A indústria da moda brasileira precisa ampliar a própria imagem internacional para além de uma visão estereotipada, explorando a diversidade criativa de todo o país. O mundo já está pronto para ver o Brasil em sua plenitude — com talento, matérias-primas raras e designers de expressão regional.

E você, qual imagem do Brasil quer ver no exterior? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte quais marcas nacionais você acredita que devem ganhar protagonismo global.

Nota de leitura rápida: esta matéria destaca a internacionalização de marcas brasileiras, o movimento Brazil Core, exemplos de casos de sucesso e a necessidade de ampliar a visão do Brasil para o mercado global.

Este texto foi preparado para leitura fluida em WordPress, com parágrafos organizados, uso de tags de formatação adequadas e uma galeria de imagens que contextualiza visualmente a expansão da moda brasileira no exterior.

Fique por dentro das tendências nacionais que ganham destaque internacional e participe deixando seu comentário sobre como você enxerga o Brasil no cenário da moda global.

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