Estados Unidos devem classificar PCC e CV como organizações terroristas

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O governo dos Estados Unidos deve classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas transnacionais. A confirmação foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Robertson, durante a cúpula Escudo das Américas, realizada em Doral, na Flórida. Caso seja oficializada, o enquadramento colocaria PCC e CV na lista de organizações terroristas estrangeiras (FTO) e ampliaria a cooperação internacional para investigações, além de permitir o bloqueio de ativos e a aplicação de sanções financeiras.

Durante a mesma cúpula, os Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação de segurança com seis países vizinhos, criando um cinturão estratégico na região. O tratado autoriza ações militares americanas nos territórios das nações signatárias. O governo brasileiro não foi convidado para o evento; segundo o Departamento de Estado, os EUA vão manter parceria com o Brasil, mas esperam que o país atenda às necessidades de segurança apontadas pelo bloco hemisférico.

A possível sanção ocorre em meio a movimentos políticos e internacionais para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado. O anúncio foi feito em meio a discussões sobre a posição do Brasil na área de segurança regional, com atentos sinais de apoio internacional à aprovação da medida pelo governo americano. Em outubro de 2025, registros de uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro Lula ganharam destaque, em tom de alinhamento sobre cooperação no enfrentamento ao crime organizado.

Se confirmada, a classificação facilitaria ações como investigações conjuntas, congelamento de bens e sanções financeiras contra as facções. O procedimento exige etapas formais, incluindo a comunicação ao Congresso dos Estados Unidos e a publicação da decisão no Federal Register.

A cobertura destaca ainda que o Brasil segue buscando canais de diálogo com os Estados Unidos, mantendo cooperação no âmbito da segurança, ainda que não tenha participado do encontro. A tendência é fortalecer a parceria regional na luta contra o crime organizado, com impactos diretos para as dinâmicas de segurança na região.

E você, o que acha dessa possível classificação? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre os desdobramentos entre Estados Unidos, Brasil e enfrentamento ao crime organizado.

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