Ex-NFL teria pedido conselhos ao ChatGPT após assassinato de namorada

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Um ex-jogador da NFL, Darron Lee, foi acusado de assassinato em primeiro grau e de adulteração de evidências após a morte de sua namorada, Gabriella Perpetuo, de 29 anos. Gabriella é americana, filha de brasileiros, e a morte ocorreu em fevereiro de 2026. Segundo promotores, Lee consultou o ChatGPT buscando orientações sobre como lidar com uma pessoa não responsiva e possivelmente encobrir o crime, incluindo a pergunta: “O que eu faço?” O caso acontece no condado de Hamilton, Tennessee, onde o corpo da vítima foi encontrado no mês anterior.

Lee, que também atuou pelo Kansas City Chiefs e venceu o Super Bowl em 2020, disse à polícia que encontrou a vítima inconsciente no sofá e acreditava que ela poderia ter caído no chuveiro. Contudo, evidências apresentadas em audiência preliminar revelaram um cenário diferente: sangue pela casa, ferimentos por facadas, olhos roxos e marcas de mordidas no corpo da vítima.

Investigadores indicaram lesões compatíveis com luta física e indícios de que Lee tentou limpar a cena do crime. Documentos judiciais mostram que o jogador enviou mensagens ao ChatGPT no dia anterior à ligação para o 911 descrevendo um cenário hipotético em que a noiva “fez sua loucura de novo” e ficou ferida. Uma das mensagens dizia: “Não sei o que fazer agora. Noiva fez sua loucura de novo, e agora ela está machucada, acorde e ela tem dois olhos inchados (eu não fiz nada, auto-infligido). Ela se esfaqueou, cortou o olho? Não sei, mas ela não está acordando ou respondendo, o que eu faço?”

Até o momento, Lee foi acusado de assassinato em primeiro grau e de adulteração de evidências. O caso segue em tramitação na Justiça local, com as investigações buscando esclarecer as circunstâncias da morte de Gabriella Perpetuo.

A história levanta reflexões sobre o uso de inteligência artificial em investigações reais e como conversas com ferramentas como o ChatGPT aparecem em casos complexos. O que você acha sobre esse tema e o papel da IA na elucidação de crimes? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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