O União Brasil está no centro de controvérsias após o balanço de 2025 da Fundação Índigo, instituição ligada ao partido. O relatório aponta gastos de R$ 5,9 milhões com “serviços prestados por terceiros” pagos com recursos públicos, sem o detalhamento que demonstre a aplicação do dinheiro.
Entre as despesas, constam R$ 1 milhão com missões internacionais e um total de R$ 1,5 milhão em viagens ao exterior, com diárias que somam R$ 453.250. A Fundação, presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, tem como missão formar líderes políticos com visão liberal, democrática e crítica do mundo.
Apesar de o caixa da Fundação ser robusto — cerca de R$ 54,6 milhões em recursos públicos em 2025 — o gasto em formação política foi baixo, totalizando apenas R$ 26.400 no ano, ante R$ 758.648 em 2024. As despesas sem detalhamento provocaram um racha no conselho fiscal, com dois conselheiros recusando-se a aprovar as contas por falta de notas fiscais que discriminem os serviços.
O União Brasil é presidido por Antonio Rueda, com a irmã Emília Rueda na função de tesoureira, e todos os diretores indicados por ela. O partido afirma ter R$ 1 bilhão em fundos eleitorais e partidários sob controle de Rueda, que deve concorrer a deputado federal pelo Rio de Janeiro, embora tenha origem em Pernambuco e faça de Belford Roxo a sua base eleitoral. No ano passado, Rueda celebrou seu aniversário de 50 anos com uma festa de quatro dias na ilha grega de Mykonos, e o partido realizou evento próximo à ilha no mesmo período. A reportagem não conseguiu contato com Rueda nem com ACM Neto.
E você, o que pensa sobre esses gastos e a gestão de recursos públicos dentro de um partido com tanta influência? Deixe sua opinião nos comentários.

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