Em São Paulo, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32 anos, foi atingida na cabeça dentro do apartamento em que vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás. Ela foi socorrida de helicóptero pelo Grupamento Aéreo da PM e morreu horas depois no Hospital das Clínicas. A investigação da Polícia Civil acompanha a linha do tempo dos acontecimentos naquela manhã de 18 de fevereiro.
Imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos apontam que, por volta das 9h, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do tenente-coronel, apareceu no corredor e seguiu com o militar até o apartamento, onde o chão da sala ainda estava com o sangue de Gisele. A perícia no local ocorreu entre 13h27 e 14h20, quando o imóvel foi liberado e encaminhado à 8ª DP do Brás para as investigações.
Entre os registros, o desembargador retorna ao hall entre 9h19 e 9h29, aguardando no corredor; ao perceber a presença do amigo, entra no elevador e deixa o prédio. O TJSP afirmou que não cabe fornecer informações sobre investigações que ainda estão em sigilo policial, e o CNJ ainda não se posicionou. A reportagem não conseguiu contato com Marco Cogan ou com sua defesa.
Segundo apurações, o oficial teria tomado banho após orientação policial a seguir para a delegacia, mas não o fez naquele momento. Testemunhas relatam que o coronel entrou no apartamento e só então deixou o local, o que passou a fazer parte da linha do tempo da investigação.
“O coronel disse que ligou 190, depois 193 e depois para um amigo doutor, desembargador, seu amigo pessoal” — trecho do depoimento da corregedora da PM, registrado pela investigação, evidencia a relação entre o coronel e o magistrado.
O caso permanece sob investigação: Gisele foi baleada pela manhã de 18 de fevereiro e morreu no hospital. O tenente-coronel sustenta que a esposa cometeu suicídio, mas a Polícia Civil coleta depoimentos, registros de chamadas e imagens de câmeras para reconstituir a sequência de acontecimentos dentro do apartamento. Já está autorizada a exumação do corpo para novas informações sobre a trajetória do disparo.
Enquanto as apurações avançam, as investigações e as imagens ajudam a compor uma linha do tempo detalhada da movimentação no apartamento, antes e depois do tiro que matou Gisele. Acompanhe os próximos desdobramentos para entender o que ocorreu naquela manhã e como as informações serão utilizadas no andamento do inquérito.




Encerrando, as autoridades ressaltam que o caso continua sob investigação, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do disparo e a relação entre as pessoas envolvidas. A linguagem das instituições permanece cautelosa, dada a natureza sigilosa de parte do inquérito, e novas informações devem surgir a partir de investigações em curso e da exumação do corpo.
O que você acha dos desdobramentos até aqui? Deixe seu comentário com suas opiniões e perguntas sobre o caso, para contribuirmos com o debate público e acompanhar os próximos capítulos dessa investigação.

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