A polêmica envolvendo Ratinho e Erika Hilton ganhou novos desdobramentos na noite desta quarta-feira (11/3). O apresentador do SBT fez comentários considerados transfóbicos ao questionar a escolha da Câmara para presidir a Comissão da Mulher, o que levou a influencer Amanda Fróes a sair em defesa da deputada. Em vídeo publicado nas redes, Fróes destacou que Erika Hilton foi eleita para comandar a comissão em uma votação realizada por mulheres.






Amanda Fróes enfatizou a importância da representatividade de uma mulher trans na presidência da Comissão das Mulheres da Câmara. Segundo ela, “Mulher é independência, força e inspiração”, e a votação para o cargo ocorreu com participação de mulheres cisgêneras que viram em Erika Hilton uma líder de coragem. A influencer reforçou que é preciso reconhecer a diversidade e dar espaço a diferentes trajetórias dentro do parlamento.
A fala de Ratinho, no entanto, gerou reação veemente. Ele questionou a legitimidade da escolha ao dizer que, com tantas mulheres, poderia ter sido designada uma mulher trans, e acrescentou que, para ser mulher, é preciso ter útero, menstruar e cumprir determinados estereótipos. Em tom posterior, o apresentador afirmou não ter nada contra Erika Hilton, porém reiterou a preferência por uma mulher cis para ocupar o cargo.
A controvérsia ganhou contornos ainda mais amplos com conteúdos que destacam a resposta de organizações e personalidades da comunidade LGBTQIA+, que criticam as falas de Ratinho e defendem a necessidade de visibilidade e respeito às mulheres trans na política. A discussão gira em torno de representatividade, aceitação e o papel das lideranças na condução de políticas públicas voltadas às mulheres.
Como você enxerga a representatividade de mulheres trans na política? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você vê a presença de diversidade em espaços de decisão pública.

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