
Movimentações financeiras de R$ 1,4 bilhão, entre outubro de 2024 e novembro de 2025, levantam suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o Grupo Refit (antiga Refit), a refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e o Banco Master, conforme relatório do Coaf obtido pela CPI do Crime Organizado.
A Refit sustenta que as operações ocorreram como fechamentos de câmbio para a compra de insumos de petróleo e que não houve irregularidade. O Master não comentou. Parte dos valores, segundo a refinaria, deveria ter sido devolvida em parcelas após uma ordem não executada pelo banco; como não houve a devolução total, a Refinit pediu bloqueio do montante ao Banco Central e à Justiça.
A refinaria fica interditada desde o ano passado por ordem da ANP. Em janeiro, o TJ-RJ suspendeu por 120 dias todas as cobranças previstas no plano de recuperação fiscal da empresa. Enquanto isso, a Refit foi alvo de uma megoperação da Polícia Federal em novembro, e o Banco Master é investigado por fraudes bilionárias, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e corrupção.
O grupo, liderado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado como o maior devedor de ICMS em São Paulo. O caso aponta ainda para prejuízos de até R$ 26 bilhões aos cofres públicos, segundo apurações que envolvem autoridades estaduais e federais.
Essa interligação entre setor financeiro, indústria petroquímica e instituições financeira mostra a complexidade de possíveis irregularidades e o empenho das autoridades para acompanhar o desenrolar das investigações, com acompanhamento do Coaf, da CPI e de órgãos reguladores como a ANP.
E você, qual é sua leitura sobre esse cenário? Deixe nos comentários a sua opinião sobre o papel de empresas, bancos e órgãos reguladores na prevenção de fraudes e na proteção dos cofres públicos.

Comentários do Facebook