Produção industrial baiana cresce de dezembro para janeiro, mas tem 2ª pior queda do país

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A Bahia registrou alta de 3,0% na produção industrial em janeiro de 2025 ante dezembro de 2024, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional do IBGE. O avanço, no entanto, não compensa a queda observada no mês anterior e fica abaixo do desempenho de janeiro de 2024, quando a comparação anual indicou uma retração de 10,3%. O dado reforça o quadro de recuperação parcial da indústria baiana, ainda vulnerável a oscilações nacionais e a movimentos setoriais locais.

Na prática regional, a Bahia ficou em destaque entre os 15 locais com dados para comparação entre estados: ocupou a 4ª posição entre os maiores avanços, atrás apenas de Pará (8,6%), São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (3,2%). Ainda assim, o levantamento mostra que oito locais apresentaram resultados negativos, com quedas mais acentuadas em Rio Grande do Sul (-4,5%), Espírito Santo (-4,3%) e Ceará (-2,5%).

A leitura mensal também traz o peso da variação entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. Nesse comparativo, a Bahia registrou forte recuo, de 10,3%, situando-se entre as duas maiores perdas entre os 18 locais com dados. O desempenho ficou aquém do suficiente para sustentar o ritmo nacional, que apresentou leve alta de 0,2%. Entre os estados, a Bahia ficou atrás apenas de Rio Grande do Norte, que caiu 24,9%, no ranking das maiores retrações.

Ainda segundo o estudo, oito locais registraram crescimento mensal, com destaques para Pernambuco (27,7%), Espírito Santo (14,5%) e Mato Grosso do Sul (8,7%). Já no acumulado dos 12 meses encerrados em janeiro, a Bahia passou a registrar queda de 1,0% na indústria, posição que aponta para uma curva anual que ainda não mostra sinais de recuperação uniforme. O indicador anualizado, por sua vez, não apresentava resultado negativo para o estado desde abril de 2024, reforçando a ideia de recuperação gradual, ainda desigual entre as regiões.

No quadro nacional, o índice baiano ficou abaixo do agregado do país, que mostrou leve alta de 0,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo uma diversificação de resultados entre os estados. Entre os 18 locais pesquisados, a Bahia marcou a 7ª retração mais intensa, com apenas 10 locais registrando variações negativas. Os piores desempenhos ficaram com Rio Grande do Norte (-12,5%), Mato Grosso do Sul (-12,1%) e Mato Grosso (-5,6%), enquanto estados como Espírito Santo (13,6%), Rio de Janeiro (5,7%), Goiás (2,0%) e Santa Catarina (2,0%) registraram as maiores altas.

Esses números ajudam a entender o mosaico da indústria brasileira no início de 2025: enquanto alguns estados exibem sinais consistentes de recuperação, outros permanecem sob pressão, e a Bahia, apesar do avanço mensal, continua sujeitos a oscilações externas e internas que influenciam o ritmo de crescimento. Se você acompanha a economia regional, deixe sua leitura nos comentários: quais fatores você acredita que mais estão pesando no desempenho da indústria na Bahia neste começo de ano?

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