Cuba tem novo apagão e mais de 10 milhões ficam sem energia

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Um novo apagão em Cuba deixou mais de 10 milhões de pessoas sem energia, em meio a uma crise de desabastecimento agravada pelo embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pela União Nacional Elétrica (UNE) via X, que registrou uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional e informou que os protocolos de restabelecimento já estavam em curso. Cerca de uma hora depois, novas mensagens indicaram que microsistemas voltaram a operar em várias regiões e que a Energás já acionou uma unidade geradora.

Os cortes não são novidade em Cuba. No dia 4 de março, dois terços do território, incluindo a capital Havana, ficaram sem energia devido a uma falha na rede nacional, em meio a uma crise econômica que se agrava com o embargo energético imposto pelos EUA. A rede cubana enfrenta o envelhecimento da infraestrutura e a escassez de combustível, levando a interrupções generalizadas desde o final de 2024.

Além dos apagões, os moradores sofrem longos cortes diários. Em algumas províncias, as interrupções superam 15 horas e podem se estender por mais de um dia. Na capital, as últimas ocorrências destacaram a fragilidade da capacidade de geração e a dependência de unidades geradoras de reserva para manter serviços essenciais funcionando.

Na arena internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no dia 15 de março de 2026 que Cuba busca um acordo com Washington, e que as negociações devem avançar em breve. Trump disse ainda que o pacto envolveria outros temas e que os EUA lidariam com questões relevantes antes de tratar da ilha. Enquanto isso, Cuba confirmou que negocia com os EUA e destacou a libertação de presos políticos como parte de um acordo mediado pelo Vaticano.

Desde janeiro, Washington impõe um embargo energético sob o argumento de uma ameaça à segurança nacional. A soma de restrições provoca impacto direto na economia cubana, que já enfrenta inflação, escassez de bens básicos e dificuldades logísticas. A relação com parceiros estrangeiros permanece sensível, e o tema energia continua no centro das discussões entre Havana e seus interlocutores internacionais.

O apagão amplia a urgência de medidas estruturais, como diversificar fontes de energia, modernizar redes e aumentar a resiliência da geração. Enquanto o diálogo com os Estados Unidos busca caminhos, a população local aguarda soluções que reduzam a frequência e a duração dos cortes, sem depender tanto de importações vulneráveis.

Com a cidade em alerta e as ruas buscando luz e conectividade, há claro interesse público em acompanhar os desdobramentos sobre a agenda energética de Cuba e as possíveis mudanças nas políticas americanas. E você, como percebe o impacto dessas interrupções na vida comum da localidade onde mora? Compartilhe sua visão e opiniões nos comentários.

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