“Juntos ou não”: diz sindicato a caminhoneiros após greve cancelada. Vídeo

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Resumo rápido: em Santos, durante assembleia do Sindicam, caminhoneiros decidiram suspender a greve, mantendo a mobilização, após o governo publicar a Medida Provisória 1.343/2026 que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete. A regra passa a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as viagens e prevê punições para empresas que descumprirem o piso. A medida entra em vigor de imediato, mas depende de aprovação do Congresso Nacional em até 120 dias. O objetivo é ampliar a proteção aos motoristas e aumentar o controle sobre irregularidades no setor, sem paralisar as atividades no curto prazo.

Contexto histórico: a greve ganhou força diante da combinação de alta do diesel, que pressionou a lucratividade dos caminhoneiros autônomos, e de fretes frequentemente defasados frente aos custos operacionais. A perspectiva de impacto no abastecimento nacional também pesou na avaliação de governos e entidades de classe. Mesmo com o recuo da paralisação, as lideranças enfatizam que a mobilização permanece, agora em caráter preventivo, para assegurar adesão às novas regras e cobrança por melhores condições de trabalho.

  • Caminhoneiros decidiram não realizar paralisação após assembleia nesta quinta-feira (19/3), no Sindicam, em Santos.
  • A decisão foi tomada por lideranças da categoria após avaliação conjunta com associações do setor.
  • O principal motivo para o recuo foi a publicação de medidas do governo que atendem parte das reivindicações.
  • Com isso, a categoria optou por seguir trabalhando, mas em estado de mobilização.

O que motivava a greve: caminhoneiros vinham discutindo paralisação por conta da alta do diesel, que reduz a margem de lucro, além da insatisfação com os valores pagos pelos fretes. Houve apontamentos de risco de colapso financeiro para motoristas autônomos, situação que preocupava o governo federal pela possibilidade de interrupção do abastecimento. As lideranças destacavam a necessidade de manter a pressão organizada para que as negociações avancem em benefício da categoria e da cadeia de suprimentos.

  • Caminhoneiros discutiam paralisação por conta da alta do diesel.
  • O aumento do combustível tem reduzido a margem de lucro da categoria.
  • Há insatisfação recorrente com os valores pagos pelos fretes.
  • Lideranças apontavam risco de colapso financeiro para motoristas autônomos.
  • O cenário chegou a preocupar o governo federal devido ao impacto no abastecimento do país.

Governo endurece regras: em resposta à pressão do setor, o governo publicou a Medida Provisória n° 1.343/2026 com o objetivo de reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos caminhoneiros. A medida altera a Lei 13.703/2018 para exigir o CIOT em todas as operações, detalhando valores pagos e o piso aplicável. A ANTT passa a ter poderes ampliados para fiscalizar e, se necessário, impedir operações abaixo do piso. A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa passar pela análise do Congresso em até 120 dias para não perder validade; durante esse período, o texto pode ser mantido, alterado ou rejeitado.

Ainda que haja suspensão da greve, a direção do Sindicam informou que as regras devem ser regulamentadas nos próximos dias. A adesão dos caminhoneiros à nova normativa será determinante para a efetividade das mudanças. A expectativa é de que o CIOT, com maior transparência de valores, reduza distorções e aumente a fiscalização sobre condutas que descumprem o piso mínimo.

Historicamente, a pauta por condições mais justas no frete depende da capacidade de organização da categoria, aliada a uma fiscalização efetiva e a decisões políticas que equilibrem custos operacionais e preços de frete. A atual medida pode alterar esse equilíbrio ao ampliar a vigilância e tornar mais claras as obrigações das empresas prestadoras de serviço de transporte. A sociedade fica atenta aos desdobramentos, que definirão se o movimento de mobilização continuará em vigília ou se haverá reajustes nas negociações entre motoristas e empresas.

E você, o que pensa sobre essa nova regra e sobre a suspensão temporária da greve? Como acredita que as mudanças no CIOT e no piso mínimo do frete vão impactar o dia a dia dos caminhoneiros e a qualidade do abastecimento no país? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa para entendermos os impactos dessa medida na região e no Brasil.

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