A Polícia Legislativa Federal indiciou Roberta da Horta por difamação e injúria após ela insultar o deputado André Fernandes no aeroporto de Fortaleza em dezembro de 2025. O caso envolve relatos de agressões verbais propagadas pelas redes sociais, e a acusada permaneceu em silêncio durante o depoimento.
No dia 11 de dezembro de 2025, Roberta abordou o deputado André Fernandes no saguão do aeroporto da capital cearense, tendo ao lado a deputada Dayany Bittencourt. Segundo os relatos oficiais, a mulher proferiu insultos contundentes, dirigindo-se ao parlamentar com palavras como verme, lixo, ridículo e otário. Em tom ainda mais duro, ela chamou Fernandes de filhote de Bolsonaro, reforçando o ataque com termos que atingiram também a imagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, conforme apontado no processo.
A investigação evidencia que o episódio foi registrado e amplificado nas redes sociais, o que levou o Ministério Público a abrir esse caminho legal. A Polícia Legislativa Federal formalizou o indiciamento por difamação e injúria com agravante em razão da divulgação pública do conteúdo ofensivo, ressaltando que tais ações podem dificultar o exercício da atividade parlamentar e gerar danos à reputação do deputado.
Medidas cautelares foram solicitadas pela Justiça para assegurar a proteção do parlamentar e evitar a repetição das condutas. Entre elas, está a proibição de aproximação física e de qualquer contato com Fernandes, seja de forma direta ou indireta, inclusive por meio das redes sociais. A autoridade policial destacou a gravidade dos fatos e a necessidade de preservar o andamento do mandato.
Nas redes sociais, Roberta pediu ajuda para custear a defesa. Em posts citados pela investigação, afirmou que lutar não é crime e que precisa de um advogado para enfrentar o que chamou de inquérito aberto contra ela, referindo-se à ação movida pelo futuro ex-deputado. A defesa não se manifestou publicamente até o fechamento deste relatório.
O episódio ocorreu na presença de outros membros da comitiva, incluindo Fernandes e Dayany Bittencourt, o que segundo a investigação reforça o interesse público em apurar a forma como ocorrências desse tipo afetam o curso das funções legislativas e o ambiente político local. A reportagem tentou contato com a autora para um posicionamento, mas ainda não obteve resposta; o espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
Este caso volta a colocar em foco o equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilidade pública, especialmente quando conflitos políticos se desenrolam em locais de grande circulação e ganham repercussão online. A cidade de Fortaleza observa de perto o desfecho das apurações, que devem esclarecer aspectos legais e éticos do comportamento de atores públicos em ambientes civis.
E você, leitor, como enxerga a relação entre discurso público e conduta que pode julgar-se ofensiva nas redes? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre os limites da expressão, a proteção de autoridades e a responsabilidade de quem posta conteúdo de caráter difamatório.

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