Polícia prende mulher por envolvimento em rede de exploração sexual infantil em SP

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A Polícia Civil desmantela uma rede de exploração sexual infantil em São Paulo, com a prisão de uma mulher no Campo Belo. A ação integra a terceira fase da operação “Apertem os Cintos” e já resultou em seis detidos, sendo cinco mulheres e um homem. A apuração aponta que a suspeita recrutava outras pessoas para o grupo e fornecia imagens e vídeos de crianças da própria família. Ao todo, foram identificadas dez vítimas, entre nove menores de idade e uma adulta, revelando um esquema que envolvia familiares e repasses de dinheiro.

A prisão ocorreu nesta sexta-feira, no bairro Campo Belo, no âmbito da terceira fase da operação. A investigação, que começou há meses, já revelou uma rede que atua de forma estruturada há aproximadamente três meses. Na primeira fase, em fevereiro, um piloto de avião foi preso no Aeroporto de Congonhas, suspeito de pagamento para abusar de crianças e de receber materiais das vítimas. Naquela ocasião, mães e avós ajudavam o piloto, recebendo dinheiro em troca.

Conforme o andamento do inquérito, a mulher presa hoje recrutava pessoas para o grupo e fornecia imagens de crianças da família. O esquema já identificou dez vítimas, das quais nove eram menores e uma adulta. A investigação aponta que a rede utilizava diferentes estratégias para alcançar as vítimas, incluindo o contato direto com mães e avós. Ao receber fotos e vídeos, o piloto pagava valores entre R$ 30, R$ 50 e R$ 100 aos responsáveis e chegava a financiar itens como aluguel, medicamentos e até um televisor.

Na semana anterior, a segunda fase da ofensiva, realizada no Espírito Santo, resultou na prisão de outra mulher e na localização de mais duas vítimas, incluindo uma criança de três anos. Com a nova detenção nesta sexta, o total de detidos chega a seis, sendo cinco mulheres e um homem. A Polícia Civil informou que os objetos apreendidos estão sendo analisados e que os interrogatórios ajudam a fechar o inquérito.

O piloto preso em Congonhas é apontado como o líder da rede de exploração sexual de menores. A delegada Ivalda Aleixo afirmou que o homem conduzia os abusos em motéis, incluindo o relato de que uma das vítimas, com 8 anos na época, foi abusada; hoje essa menina tem 12 anos. Ainda segundo a delegada, ele mantinha contato com as vítimas por meio de estratégias diversas e pagava às responsáveis, chegando a comprar medicamentos, pagar aluguel e até adquirir um televisor.

A prisão dentro do avião foi adotada pela equipe devido à rotina do piloto e à dificuldade de localizá-lo em casa, na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. A delegada contou que, como parte da investigação, eles solicitaram a escala do piloto com a empresa e constataram que ele estaria a bordo no momento da operação. O suspeito afirmou ser casado pela segunda vez e ter filhos do primeiro casamento; a atual esposa, uma psicóloga, compareceu à delegacia e disse não ter conhecimento das práticas criminosas do marido.

A polícia continua a analisar os itens apreendidos e a realizar interrogatórios para encerrar o inquérito. A mobilização destas ações reforça a importância de vigilância constante contra redes de exploração infantil que atuam de forma discreta, muitas vezes envolvendo familiares das vítimas, e que exigem resposta firme da sociedade e das autoridades.

Agora, queremos ouvir você: qual é a sua visão sobre as medidas de combate a esse tipo de crime e como a cidade pode ampliar a proteção de meninas e jovens? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a promover a conscientização sobre esse tema sensível.

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