A guerra de Trump que duraria poucos dias entra na quarta semana

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Resumo: EUA e Israel realizaram ataques aéreos coordenados contra o Irã, provocando uma escalada que pode se tornar regional. A ofensiva avança sobre alvos nucleares, com consequências econômicas, políticas e de segurança que reverberam pelo mundo, inclusive no comportamento do Estreito de Ormuz e no debate sobre a atuação da ONU.

O dia 28 de fevereiro ficou marcado por um choque imediato: ataques que teriam resultado na morte do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, além de outras altas autoridades, conforme relatos ouvidos na região. O episódio pegou de surpresa o cenário internacional e elevou o tom de retaliação, alimentando a possibilidade de que o conflito se expanda além das fronteiras iranianas.

No terreno estratégico, o Irã intensificou ações que afetaram o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o comércio global de energia. O regime fechou parte da rota, fazendo com que navios precisem do consentimento de Teerã para transitar. A expectativa é de que grandes volumes de petróleo — e também gás natural liquefeito — atravessem a região, reforçando a importância econômica e geopolítica da área.

Na quinta-feira, 21, os EUA e Israel atingiram o complexo nuclear de Natanz. Na sequência, um míssil iraniano atingiu Dimona, em Israel, ferindo cerca de 100 pessoas. Donald Trump, atual presidente dos EUA desde janeiro de 2025, tem feito declarações diárias sobre a guerra, alternando promessas de desaceleração com avisos de ações severas. Em um pronunciamento, ele afirmou que, se o Irã não recuar, as medidas poderão se intensificar em poucas horas.

Do ponto de vista econômico, o confronto já mexe com os mercados. O barril de petróleo foi apontado em torno de 125 dólares, e o Pentágono sinaliza planos para gastar cerca de 200 bilhões de dólares adicionais no esforço militar. Nos primeiros seis dias, os custos já alcançaram 12,7 bilhões de dólares. Esses números evidenciam o peso financeiro de uma escalada que pode se prolongar, com impactos diretos nos preços e no fornecimento de energia mundial.

Em Bogotá, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da ONU pela sua passividade diante de conflitos anteriores. Sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, ele questionou: “Não é possível que alguém pense que é dono de outros países. O que fazem com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Onde estão as armas químicas de Saddam Hussein?”. As palavras ampliam o debate sobre a eficácia das instituições internacionais diante de crises regionais.

Do ponto de vista estratégico de petróleo, o texto também relembra a posição das maiores reservas globais. Pela ordem, Venezuela (303 bilhões de barris), Arábia Saudita (297 bilhões), Canadá (168 bilhões), Irã (208 bilhões) e Iraque (145 bilhões). Esses números ressaltam a importância geopolítica da região e a ambição de potências globais em manter ou ampliar influência sobre fontes de energia vitais para a economia mundial.

O jornal The Guardian, ao final da semana, observou que o mundo parece ter ultrapassado o abismo da Guerra Fria, mas que o caminho parece perigoso e instável. Enquanto a região permanece em alerta, as incertezas sobre o desfecho se mantêm elevadas, e a comunidade internacional acompanha com expectativa cada movimento. E você, como enxerga os próximos passos desse conflito e suas consequências para a cidade onde vive?

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