Clínica de reabilitação em Camaçari teve morte de interna e é alvo de denúncias por maus-tratos; entenda caso

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em Camaçari, Bahia, a clínica Centro Terapêutico Família Camaçari é alvo de denúncias de maus-tratos a dependentes químicos, com mortes registradas e relatos de agressões por parte de funcionários. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) afirmou que não encaminha pacientes para a unidade, e o Ministério Público acompanha o caso, sem respostas oficiais até o momento.

No último sábado, uma interna identificada como Aline da Silva Fernandes, de 43 anos, faleceu após sofrer um soco durante uma briga entre pacientes na unidade. A Bahia Notícias apurou que o episódio ocorreu pouco antes da intervenção da equipe, elevando a apreensão sobre a segurança dos acolhidos e dos profissionais que atuam no tratamento.

Outro caso sob investigação envolve Leandro Araújo de Andrade, que tinha transtornos psíquicos e estava internado há sete meses. Ele foi encontrado por funcionários com marcas no pescoço em 2024. O ocorrido reacende a discussão sobre a qualidade do cuidado e a fiscalização que recai sobre a clínica.

Além disso, relatos de familiares e de pessoas ligadas à unidade apontam agressões por parte de funcionários, incluindo uma menor de 16 anos. Familiares relatam condições precárias, com relatos de internação prolongada, períodos sem alimentação adequada e marcas de violência. Testemunhas citam ainda a presença de insetos e roedores na área de convivência, além de denúncias de isolamento de internos por dias, prática que preocupa quem acompanha o tratamento.

Em relação ao encaminhamento de pacientes, há relatos de que a clínica recebe internações do estado, embora a Sesab tenha negado esse tipo de encaminhamento. Familiares chegaram a acionar o Ministério Público para pedir a retirada de parentes, mas, até o fechamento desta matéria, não houve pronunciamento oficial. A clínica foi procurada pela imprensa, mas não respondeu até o momento.

O quadro é agravado pela possível ausência de acompanhamento terapêutico constante, segundo relatos de quem conhece a rotina da unidade. A Bahia Notícias apura que o Ministério Público acompanha o caso e que a Sesab continua negando as acusações de encaminhamentos inadequados e maus-tratos, ressaltando a necessidade de apurar os acontecimentos com independência dentro da clínica. A reportagem permanece atenta aos desdobramentos para manter a cidade informada.

Qualquer desfecho desta situação terá impacto direto na forma como a cidade busca garantir tratamento digno e seguro para quem precisa de apoio. Convido você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários: quais perguntas deveriam ser feitas às autoridades e à clínica para esclarecer os próximos passos e proteger quem busca ajuda.

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