O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou a exoneração de Carlos Henrique de Azevedo Martins do cargo de Diretor Executivo da AGERBA, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia. A decisão foi publicada pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (25). Em seguida, foi anunciada a nomeação de Tahis Flores Nunes Soares para o posto. O movimento sinaliza mudanças na estrutura reguladora e envolve um redesenho de alianças que influencia a corrida ao Senado, com destaque para nomes alinhados ao governo e ao grupo que sustenta o Palácio de Ondina.
Entre os nomes com potencial de consulta ao governo, o ex-diretor Henrique e outras figuras constam entre as indicações do senador Coronel (Republicanos), quando ele ainda integrava a base do governo e atuava em pleno apoio ao PSD. No entanto, em janeiro deste ano, Coronel anunciou a saída da sigla e do grupo político, afirmando ter sido “limado” da chapa governista que disputará as eleições deste ano.
Segundo as informações disponíveis, Coronel deixou o PSD, do também senador Otto Alencar, após ter sido rifado da chapa majoritária que comporia o pleito. A leitura atual aponta que a composição deve manter três petistas na majoritária: Jerônimo Rodrigues busca a reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner tenta a reeleição na Câmara Alta e o ministro e ex-governador Rui Costa surge como o segundo nome para o Senado.
No mês passado, Coronel foi direto ao dizer que, mesmo sem ter escolhido o novo partido, caminharia ao lado de ACM Neto. Após deixar a sigla, o senador migrou para o Republicanos em março, com a expectativa de ser apresentado como candidato ao Senado na chapa do pré-candidato a governador ACM Neto após as definições partidárias. Esse movimento reforça o redesenho de alianças para a disputa majoritária na Bahia.
Além do ex-prefeito de Salvador e do senador, o grupo conta com o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado. A presença de Roma amplia o conjunto de lideranças que devem compor as candidaturas, enfatizando a estratégia de consolidar uma frente de apoio aos interesses regionais na região.
A organização dessas mudanças aponta para um momento de realinhamento político no estado, com a expectativa de consolidar forças em torno de uma chapa que contemple nomes com histórico de poder e influência local. A força de Brasília, a relação entre PT, Republicanos e PL e as possíveis alianças regionais são centrais para entender o que poderá ocorrer nas próximas semanas, com sinais de que o tabuleiro político da Bahia pode passar por ajustes significativos à medida que as definições partidárias vão se consolidando.
Convidamos você, leitor, a acompanhar os próximos desdobramentos e a compartilhar sua opinião sobre essas mudanças. Como você enxerga o impacto dessas trocas de alianças na corrida ao Senado e no equilíbrio político do estado?

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