MPGO cobra fim de lixão em área de proteção ambiental no Entorno do DF

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Resumo curto: MPGO e MPF recomendaram à prefeitura de Planaltina de Goiás ações para regularizar a gestão de resíduos em um lixão instalado em área de proteção ambiental. As medidas passam pela interrupção do despejo de lixo direto no solo, cercamento da área, vigilância permanente e cobertura diária dos resíduos com terra, com encaminhamento para aterros licenciados e a criação de uma estação de transbordo. O caso tem origem em investigações iniciadas em 2016, envolvendo uma PPP de 2012 com Hannover Tecnologia e Gestão Ambiental, empresa denunciada por crime ambiental, com possível reparação de pelo menos R$ 10 milhões.

Contexto e objetivo: Em resposta a irregularidades constatadas, o Ministério Público de Goiás e o Ministério Público Federal orientam a cidade a adotar ações imediatas e estruturais para interromper o descarte irregular e alinhar Planaltina de Goiás às normas ambientais vigentes. A área fica na Região do Planalto Central, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA), próximo ao Setor Brasilinha 16. As investigações, que se arrastaram desde 2016, destacam uma PPP firmada em 2012 entre o município e Hannover Tecnologia e Gestão Ambiental Ltda., responsável pela gestão do aterro. A Justiça já acolheu a denúncia de crime ambiental, com a possibilidade de condenação da empresa a pagar milhões de reais por danos ambientais.

Medidas imediatas e estruturais: A recomendação determina a paralisação do despejo de resíduos no solo e impõe um cronograma claro. Em até 30 dias, o lixão deve ser cercado, com instalação de vigilância contínua e adoção de medidas de prevenção a incêndios. A cobertura diária dos resíduos com terra passa a ser obrigatório. Além disso, o município deve destinar os rejeitos a aterros sanitários licenciados, inclusive fora da cidade, se for necessário, e elaborar um projeto para implantação de uma estação de transbordo, reduzindo o volume de resíduos na região e fortalecendo a gestão ambiental.

Coleta seletiva e inclusão social: Em outra frente, a recomendação determina a implementação da coleta seletiva em até 60 dias, com apresentação de um plano específico. O documento também prevê a inclusão socioeconômica de catadores, com cadastramento em programas sociais e estímulo à formação de cooperativas. A atuação envolve ainda a fiscalização de grandes geradores de resíduos e a adoção de mecanismos de logística reversa, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, para ampliar o manejo adequado de resíduos na cidade.

As diretrizes levam em conta investigações que começam em 2016, quando o lixão passou a receber grande volume de resíduos, inclusive do Distrito Federal, e está situado dentro da APA do Planalto Central. A análise apontou uma PPP de 2012 com Hannover, cuja denúncia também cita o manuseio de líquidos tóxicos resultantes da decomposição do lixo, que teriam vazado para fora da área e alcançado um curso d’água a mais de 200 metros de distância. A Justiça já aceitou a denúncia, e a empresa pode ser responsabilizada por danos ambientais que superem o montante de R$ 10 milhões.

Impactos esperados e próximos passos: A adoção dessas medidas visa não apenas cessar danos ambientais, mas também reorganizar a gestão de resíduos da cidade conforme a legislação vigente. Ao ampliar a fiscalização de grandes geradores e fortalecer a logística reversa, Planaltina de Goiás pode reduzir riscos à população, aos recursos hídricos e à fauna, além de promover inclusão social por meio de catadores e cooperativas locais. A transição para a coleta seletiva representa um avanço para a economia circular no território, com participação mais ativa de moradores, empresários e gestores públicos na prática responsável de manejo de resíduos.

Este episódio reforça a importância de parcerias entre o Ministério Público, a prefeitura e a sociedade para assegurar que planos de manejo de resíduos sejam transparentes, eficazes e compatíveis com as leis. E você, leitor, qual a sua opinião sobre as ações de regularização e a participação de catadores na nova estrutura de coleta? Compartilhe seus pensamentos nos comentários para retomarmos o diálogo sobre caminhos mais sustentáveis para a cidade.

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