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MPF instaura procedimento para acompanhar conflito em terra indígena que resultou em turista baleada no extremo sul da Bahia

MPF instaura procedimento para acompanhar conflito em terra indígena que resultou em turista baleada no extremo sul da Bahia
MPF instaura procedimento para acompanhar conflito em terra indígena que resultou em turista baleada no extremo sul da Bahia

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Resumo: O Ministério Público Federal instaurou, nesta sexta-feira, 27, um procedimento administrativo para acompanhar a atuação de órgãos públicos diante do conflito na Terra Indígena Comexatibá, habitada pelo povo Pataxó, em Prado, no extremo sul da Bahia. A 6ª Câmara de Coordenação e Revisão passa a monitorar as interlocuções na Barra do Cahy, com o objetivo de reduzir tensões entre moradores da região e os grupos tradicionais. A demarcação administrativa reconhecida pela Portaria n° 1.073, de 17 de novembro de 2025, define os limites da área tradicionalmente ocupada e estabelece as bases para a desintrusão de terceiros.

O procedimento tem como eixo central acompanhar a interlocução entre os órgãos públicos responsáveis pela segurança jurídica e pela proteção física do povo Pataxó na área declarada. A decisão foi formalizada pela 6ª Câmara, com base em reunião realizada no dia 2 de março deste ano para tratar de questões urgentes envolvendo os Pataxó na região e da necessidade de um acompanhamento sistemático na Barra do Cahy.

A fundamentação legal repousa na Lei Complementar n° 75/1993, que atribui ao MPF a defesa de direitos e interesses coletivos, com ênfase nas populações indígenas, além da competência para instaurar inquéritos civis e procedimentos correlatos, conforme a Regulação do Conselho Nacional do Ministério Público. Esse arcabouço sustenta a atuação de monitoramento e supervisão das políticas públicas que afetam o território.

Ainda, a portaria determina a publicação do ato como instrumento formal de supervisão das políticas e ações governamentais incidentes sobre o território, enquanto persiste o cenário de tensões recorrentes envolvendo disputas fundiárias na região. O despacho é assinado pela subprocuradora-geral da República e coordenadora da 6ª Câmara, Eliana Peres Torelly de Carvalho, fortalecendo o acompanhamento institucional.

Segundo o documento, o conjunto de medidas visa assegurar a segurança jurídica e a integridade física do povo Pataxó, equilibrando direitos históricos com a presença de moradores não indígenas na área. A Portaria 1.073, publicada em 17 de novembro de 2025, consolida os limites da área tradicional ocupada e estabelece parâmetros para futuras ações de desocupação de terceiros.

Na prática, o MPF pretende acompanhar as ações dos órgãos públicos, promovendo diálogo institucional com rapidez e transparência, a fim de evitar confrontos e promover uma convivência mais estável entre os moradores da cidade e o povo Pataxó. A medida reforça a importância de uma gestão pública responsável, com foco na proteção de direitos e na pacificação social da região.

Os moradores da cidade e observadores costumam acompanhar com atenção esse tipo de tarefa, que envolve direitos territoriais, proteção de populações vulneráveis e a estabilidade da região. O tema permanece sensível, com implicações para políticas públicas, demarcação de terras e convivência entre diferentes grupos na Bahia.

Como você enxerga esse equilíbrio entre direitos territoriais e convivência na Barra do Cahy? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a enriquecer o debate público sobre a Terra Indígena Comexatibá e a gestão da região.

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