Advogada de policial penal desabafa após críticas: “Nossa equipe não faz apologia ao crime”

Uma advogada da defesa de Tiago Sóstenes Miranda de Matos usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para rebater as críticas recebidas pela atuação da banca. O cliente é apontado como principal suspeito do feminicídio da empresária Flávia Barros, 38 anos, ocorrido em um hotel de Aracaju. A atualização também informa que Tiago foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso e foi transferido para custódia em Sergipe, após alta médica e exames no Instituto Médico Legal (IML). O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Sergipe.

A jurista, Priscila, enfatizou que a advocacia é uma atividade técnica e não deve ser confundida com apoio aos atos investigados. “Não fazemos apologia ao crime. A advocacia defende direitos. Onde ele estiver e onde for solicitada a minha atuação, eu estaré lá”, afirmou, reiterando que a profissão representa a sua missão profissional.

Além disso, Priscila destacou que a equipe de defesa de Tiago é formada exclusivamente por cinco mulheres, e associou parte das críticas que recebia a um viéis de buscas por gender. “Isso é um machismo totalmente estrutural pelo fato de ter mulheres nessa defesa”, afirmou em publicação, abrindo espaço para debate sobre representação feminina no judiciário e nas bancas jurídicas.

A transferência ocorreu nesta semana, após o suspeito receber alta hospitalar e realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A custódia de Tiago permanece em Sergipe, sob regime de presídio militar. A informação foi confirmada pela Pa4, parceiro local do Bahia Notícias.

O caso continua sob a condução da Polícia Civil de Sergipe, que investiga a dinâmica da morte de Flávia Barros, empresária de 38 anos, atingida por disparos de arma de fogo no último domingo, em Aracaju. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do crime e a linha de atuação dos envolvidos, dentro de um contexto que tem repercussão na cidade e na opinião pública local.

Este episódio coloca em evidência quesões sobre o papel da defesa técnica em casos de alta visibilidade, a necessidade de transparência nas disputas legais e a importância de uma cobertura jornalística equilibrada durante a apuração. A comunidade local acompanha com atenção os desdobramentos e as argumentações das partes envolvidas.

Queremos ouvir a sua opinião sobre a atuação da defesa em casos sensíveis como este. Como você percebe o equilíbrio entre os direitos do acusado e as necessidades de esclarecimento da sociedade? Deixe seu comentário abaixo para daremos continuidade ao debate com respeito e aprofundamento.

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