Mesmo com tempo instável, Mudei de Nome atrai público em apresentação no Dique do Tororó neste domingo

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Mesmo sob forte chuva, Salvador manteve acesa a celebração de seus 477 anos neste domingo, com a tradicional Volta no Dique no Dique do Tororó, que levou música, identidade cultural e animação às ruas da cidade. O destaque ficou por conta do grupo Mudei de Nome, que desfilou a bordo de um trio prancha, sem cordas, preservando a essência da apresentação em meio à chuva que não intimidou o público.

A edição, já consolidada no calendário festivo de Salvador, reuniu fãs do axé que acompanharam o show da banda formada por Ricardo Chaves, Magary Lord, Jonga Cunha e Ramon Cruz. Clássicos como O Bicho, Bota pra Ferver, Auê e Faraó embalaram a multidão, que não arredou o pé do percurso e vibrou junto aos intérpretes, fortalecendo a ligação entre a cidade, a música e a tradição.

Um dos idealizadores e vocalista do grupo, Ricardo Chaves ressaltou a alegria de integrar a celebração da primeira capital do Brasil. “Esta é a nona edição do evento, que já faz parte do calendário de aniversário de Salvador. Nosso objetivo é resgatar as ruas como palco de cultura, e o Dique do Tororó é um ponto extremamente simbólico para essa mensagem.” A chuva, segundo ele, não transforma a energia do público nem a força da apresentação, que segue como trilha sonora de momentos especiais na cidade.

Moradora de Piatã, Letícia Santana, técnica de enfermagem de 40 anos, afirmou que participa do circuito musical todo ano. “A energia daqui é incrível. Já vi o grupo em outros pontos da cidade e a chuva não muda nada: o clima é o melhor possível, o público anima e o Mudei de Nome levanta todo mundo.”

Outro participante, Manoel Santana, comerciante de 73 anos que veio do Cabula VI, disse que o encontro é fundamental para celebrar Salvador e manter a tradição viva, independentemente do tempo. “Não deixamos a chuva atrapalhar. A festa no aniversário da cidade é perfeita; estamos aqui para curtir, encontrar amigos e reforçar a raiz do evento.”

Para quem trabalha na proximidade, o dia também representa oportunidades de negócio. Carlos Silva, ambulante, comentou que a organização do evento facilita a convivência entre quem trabalha nas ruas e o público, permitindo que seja possível curtir a música ao mesmo tempo em que se agrega renda para o dia a dia.

A atuação de Saltur, por meio da presidência de Isaac Edington, reforça a estratégia de movimentar Salvador o ano inteiro, não apenas nos períodos de verão. “Estamos ampliando a atuação cultural com ações do projeto Viver Salvador, buscando reduzir a sazonalidade e transformar março em um mês de grande movimento. A cidade tem programação contínua de teatro, gastronomia, esporte e música, mesmo em dias de chuva.” Edington também destacou outras atividades no entorno da comemoração, como o Pedal da Cidade, intervenções no Pelourinho, no Centro Histórico e no Campo Grande, além de ações no Farol da Barra.

A sequência de iniciativas evidencia a busca de uma Salvador mais ativa o ano todo, fortalecendo a imagem da cidade como polo cultural e turístico. O Dia do Aniversário da capital baiana ganhou contornos de movimento coletivo, envolvendo moradores, visitantes e o trade local em uma celebração que une tradição, modernidade e esperança de continuidade.

E você, leitor, já viveu uma edição da Volta no Dique ou participou de algum evento que traga cultura de rua para a sua localidade? Compartilhe nos comentários como foi a experiência, o que mais chamou sua atenção e quais ações de Salvador, Viver Salvador e programas culturais você gostaria de ver mais vezes. Sua opinião ajuda a moldar futuras coberturas e iniciativas locais.

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