Resumo: Caminhoneiro Marcos Ferreira dos Santos, 47, está foragido após descumprir medida protetiva contra a ex-companheira. Ele enviou mensagens ameaçadoras no fim de semana, afirmando que só seria preso se fosse morto. A Justiça decretou a prisão preventiva e a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) intensifica a investigação. A vítima, que fugiu para Valparaíso de Goiás para escapar do abuso, continua sob proteção e busca apoio das autoridades.
A investigação envolve um relacionamento abusivo de 16 anos. A vítima decidiu se mudar para outra cidade buscando afastamento, mas Marcos manteve o contato por mensagens e e-mails, violando a ordem judicial. A medida protetiva, concedida no dia 11 de março, exigia que o caminhoneiro se afastasse pelo menos 300 metros e proibisse qualquer tipo de contato com a ex-companheira.
“Pedi que ele cumprisse as medidas protetivas e o autor novamente descumpriu, afirmando que se eu queria o ver, eu, como autoridade policial, teria que prestar contas a Distrito Federal e que só ia levar ele se fosse morto”, destacou a delegada.
Segundo a delegada Samya Noleto, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), Marcos foi intimado pela via das mensagens, mas ignorou a ordem. Em todas as tentativas, ele deixou claro que não teme a atuação da polícia. A servidora reforçou que a vítima denunciou a perseguição após receber contatos reiterados por e-mail e SMS.
No dia 27 de março, enquanto a vítima prestava depoimento na delegacia, o suspeito enviou várias mensagens por SMS, violando novamente a medida protetiva. Em resposta a essa agressão, a Deam utilizou o telefone celular da própria vítima para comunicar formalmente o investigado sobre o teor da ordem e para convocá-lo a depor.
A ex-mulher de Marcos, após 16 anos de relacionamento conturbado, mudou-se para Valparaíso de Goiás para reduzir o assédio. Mesmo assim, o foragido não cessou as aproximações, o que levou as autoridades a intensificarem a vigilância e a solicitarem que qualquer informação sobre o paradeiro dele fosse comunicada com prioridade, assegurando o sigilo do denunciante.
A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, e o mandado permanece em aberto, uma vez que ele continua foragido. A PCGO reitera que qualquer indicativo do paradeiro do caminhoneiro deve ser informado às autoridades competentes para evitar novos riscos à vítima.
Entenda: a vítima, que vivia sob o constante temor de perseguição, decidiu buscar proteção formal para romper o ciclo de abusos que a acompanhava há anos. A medida protetiva visava resguardar a integridade física e psicológica, impondo distância mínima e proibindo qualquer contato. A resposta do investigado, porém, violou repetidamente essas regras, evidenciando a gravidade do caso e a necessidade de atuação firme da Justiça e da polícia.
Se você tem informações sobre o paradeiro de Marcos Ferreira dos Santos, denuncie com o máximo de sigilo às autoridades competentes. A polícia destaca que manter o sigilo do denunciante é essencial para proteger quem colaborou com a investigação.
Este caso ressalta a importância de medidas protetivas eficazes e da atuação célere das autoridades frente à agressão e à perseguição. A vítima, que buscou proteção, permanece sob orientação da Deam e da PCGO, enquanto o acusado segue foragido e sujeito à prisão preventiva.
Para os leitores, a história reforça a necessidade de reconhecer sinais de violência doméstica e buscar apoio imediato. O poder público segue trabalhando para assegurar a segurança de quem sofre abuso, com mecanismos legais que devem ser respeitados integralmente por todos os envolvidos.
E você, o que pensa sobre a eficácia das medidas protetivas em casos de perseguição? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências que possam ajudar outras vítimas a entenderem seus direitos e caminhos de proteção.





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