Arsenal e medo: advogado promete matar ex-mulher com tiro de 9mm

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Advogado é investigado pela PCDF por ameaças à ex-companheira; armas são apreendidas e caso envolve guarda e pensão

Resumo: na cidade do Distrito Federal, um advogado entra no radar da Polícia Civil após ameaçar de morte a ex-companheira. Em cumprimento de mandado, a residência do suspeito foi inspecionada e várias armas foram encontradas, guardadas em um cofre. A vítima, que manteve relacionamento com o homem por aproximadamente 13 anos e teve uma filha em comum, pediu medidas protetivas, agora em vigor. O processo envolve disputas sobre guarda da criança e revisão da pensão alimentícia, com a Justiça mantendo as medidas de proteção enquanto as provas são reunidas pela polícia.

Segundo apurações, o relacionamento durou 13 anos, com idas e vindas, sem que o casal tenha morado junto por longos períodos. A filha, hoje com 12 anos, é foco das disputas judiciais que envolvem guarda e prestação de contas da pensão. O advogado, que possui cadastro de CAC — Colecionador, Atirador e Caçador —, foi alvo de busca e apreensão na última semana, em operação da Polícia Civil da cidade. O caso tramita na 14ª Delegacia de Polícia, localizada no Gama, região do DF, onde as autoridades buscam esclarecer se outras implicações penais acompanham as denúncias da vítima.

Durante a investigação, equipes da PC cumpriram mandado de busca na casa do suspeito, encontrando, segundo relatos oficiais, pistolas, revólveres e carabinas guardados em um cofre. A descoberta reforça as preocupações com a possibilidade de uso de armas de fogo contra a ex-companheira. A vítima relatou à polícia que, mesmo com o término do relacionamento, o vínculo permaneceu tenso, com episódios de violência física e moral registrados ao longo dos anos. A investigação também apura a regularidade da posse das armas encontradas na residência do investigado.

A vítima, temendo pela própria segurança, já havia solicitado medidas protetivas de urgência, as quais foram deferidas pela Justiça. De acordo com o depoimento, o relacionamento não apenas terminou sem morarem juntos, como também foi marcado por episódios de violência física e moral. Em um dos momentos mais graves, em 2022, houve uma agressão após uma discussão em via pública, quando a vítima afirma ter recebido uma rasteira conhecida como bandão, após ser acusada de ter pego o celular do então companheiro.

À medida que a investigação avança, a relação entre o caso criminal e as disputas familiares se entrelaçam. Em outubro de 2025, a denúncia aponta ameaças explícitas de morte, propagadas por mensagens através de aplicativos de comunicação. A suposta consumação do ataque seria, segundo a vítima, uma resposta a supostas investidas da ex-companheira envolvendo despesas médicas da filha — que precisou de cirurgia de apendicite e de fisioterapia. As mensagens contêm expressões como que a vítima “vai levar tiro de 9mm” e que “vai roubá-la”, justificando, segundo o autor das mensagens, uma agressão pela invasão de sua propriedade. O caso continua sob investigação e as autoridades mantém as medidas protetivas para resguardar a integridade da mãe e da criança.

No âmbito judicial, a decisão sobre guarda da criança e a revisão da pensão permanece em curso. A Justiça determinou que, no momento, o sustento da menina é provido pela avó paterna, refletindo a complexa batalha entre interesses familiares e a proteção da menor. Ao mesmo tempo, a polícia trabalha para esclarecer a extensão das ameaças, bem como a regularidade da posse das armas encontradas no domicílio do investigado, com o inquérito policial e as decisões judiciais cobrindo tanto a esfera criminal quanto as disputas familiares.

O desfecho dependerá das conclusões do inquérito e das decisões judiciais que se seguirem. Enquanto isso, a cidade observa com cautela a atuação das autoridades para garantir a proteção da vítima e da criança envolvida, bem como a prevenção de novos incidentes de violência.

E você, como avalia a atuação das autoridades neste tipo de caso? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre as medidas de proteção, a resposta das instâncias judiciais e o equilíbrio entre defesa pessoal e segurança pública na cidade.

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