Ex-prefeito de Amargosa e ex-Secretário Especial do governo federal, Júlio Pinheiro (PT) comenta a aliança entre Zé Cocá, prefeito de Jequié, e ACM Neto (União) na chapa majoritária para o governo da Bahia, destacando a força da base governista no Vale do Jiquiriçá e a redução da oposição na região. Em entrevista, Pinheiro, que também é pré-candidato a deputado estadual, afirma que o cenário favorece a posição do governo na região e questiona a coerência de alianças que não priorizam o interesse coletivo.
Pinheiro abre o diálogo apontando a incoerência apontada no comportamento de Zé Cocá. Segundo ele, o prefeito de Jequié mostrou desconhecimento do trabalho realizado pelo governo no interior do estado, especialmente no Vale do Jiquiriçá, e deixou claro que a política não pode se pautar por conveniências pessoais. “Eu acredito na política com muita coerência, e o prefeito de Jequié mostrou total desconhecimento do trabalho que o governo tem no interior do estado, sobretudo no Vale do Jiquiriçá. Foi incoerente, pois Zé Cocá apoiou o governo por todo o período em que esteve no cargo, exaltando os feitos da Bahia, inclusive no interior”.
A visão de Pinheiro se ancora na percepção de que, até 2022, Jequié teve uma relação de proximidade com o governo de Rui Costa (PT) e que esse vínculo não se encerrou de modo abrupto, mas configura um contexto diferente para a atual conjuntura. “A política não pode ser feita apenas pela conveniência do momento ou pelo interesse do projeto pessoal; acredito muito no que o governador Jerônimo tem feito, bem como no que os governos do PT têm promovido no Vale do Jiquiriçá e na Bahia. O Vale do Jiquiriçá é apenas um exemplo do conjunto de ações no interior que constatamos em todo o estado”, destaca o ex-prefeito.
Para Pinheiro, o fortalecimento da presença do Estado na região resulta em um cenário mais favorável à chapa governista do que aquele visto em 2022. “Essa eleição mostra um cenário significativamente mais positivo para o Vale do Jiquiriçá do que em 2022, quando Jerônimo concorreu pela primeira vez. Naquele ano, tínhamos pelo menos três ou quatro prefeitos de oposição. Hoje, temos apenas um, do menor município da região”, ressalta, reforçando a percepção de que o governo estadual ampliou seu alcance e apoio local.
O ex-gestor de Amargosa conclui que o equilíbrio político na Bahia tende a favorecer quem sustenta investimentos consistentes no interior. Segundo ele, o que está em jogo é a continuidade de políticas públicas que promovem desenvolvimento regional, e não apenas interesses pontuais. A leitura, segundo Pinheiro, é de que Jerônimo, junto aos governos do PT, consolidou avanços que se refletem na percepção dos moradores da região do Vale do Jiquiriçá e de toda a Bahia.
E você, o que pensa sobre a aliança entre Zé Cocá e ACM Neto e as estratégias para o Vale do Jiquiriçá? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você avalia o papel do governo estadual na promoção do interior da Bahia.


Comentários do Facebook