MPSP manda polícia ouvir dono da Cimed sobre desobediência em obra de mansão

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: O Ministério Público de São Paulo acionou a Polícia Civil para ouvir João Adibe, dono da farmacêutica Cimed, sobre possível desobediência a embargos em uma mansão nos Jardins. O embargo foi mantido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e o empresário recusou um acordo de transação penal de R$ 81 mil. Paralelamente, surge uma ação civil movida pela Ame Jardins contra a obra, com vizinhos relatando danos e controvérsias. O caso envolve disputas entre autoridades, a família de Adibe e o vizinho banqueiro, em um cenário de alta pressão urbana. A apuração segue com diligências e avaliações para eventual denúncia criminal, mantendo o debate público e judicial aceso.

A investigação começou após a prefeitura constatar o suposto descumprimento de embargo da mansão. A defesa de Adibe sustenta que a obra recebeu alvarás, incluindo o Habite-se, e que a construção já estaria concluída há meses. O empresário também afirma que o embargo alegado não procede, e que laudos anteriores não atribuem responsabilidade a ele, atribuindo eventuais danos a questões de conservação do imóvel vizinho.

Em decisão anterior, o TJSP negou recursos apresentados pelo empresário e confirmou o embargo judicial da obra. Embora a polícia tenha recomendado o arquivamento do inquérito por entender que não haveria desobediência se já existirem sanções administrativas, o Ministério Público de São Paulo ainda não aderiu a esse entendimento. Em audiência com Adibe, a promotoria chegou a propor uma transação penal no valor de R$ 81 mil, que seria revertido aos cofres municipais, proposta rejeitada pelo empresário.

A AME Jardins, associação que representa moradores do Jardim Paulista, ajuizou uma ação civil pública para contestar a obra. O grupo sustenta que a reforma proporcionou a demolição quase total da construção original, com a fachada preservada, e aponta violações a regras de tombamento, altos demais, recuos não cumpridos e intervenções não previstas no projeto aprovado. Além disso, a associação denuncia a supressão de vegetação, pavimentação que compromete a permeabilidade do solo, infiltrações e invasão de privacidade na residência vizinha, além da continuidade das obras mesmo após embargos de órgãos como Condephaat e a Subprefeitura de Pinheiros.

Entre os envolvidos, o banqueiro André Schwartz, CEO do Genial, aparece como vizinho diretamente afetado. Um laudo técnico anexado à ação aponta danos à residência, com trincas nas paredes e prejuízos ao uso regular do imóvel, que fica ao lado da mansão. Em meio à polêmica, Schwartz acionou o Condephaat com uma visão crítica de que a obra continua, enquanto vídeos de uma influenciadora associados ao caso ganharam circulação, trazendo detalhes sobre a movimentação de equipes de obra no local.

Os advogados de João Adibe sustentam que a obra foi autorizada por todos os órgãos competentes e que o Habite-se comprovaria a regularidade do empreendimento. Eles destacam que um laudo de perito judicial, apresentado em ação anterior, isentou Adibe de responsabilidade pelos danos apontados pelo vizinho, atribuindo o problema à má conservação do imóvel adjacente. Segundo a defesa, cautelas nas decisões judiciais já teriam sido indeferidas, mantendo a linha de que as medidas administrativas teriam resolvido a maior parte das questões técnicas.

Tanto a apuração policial quanto a avaliação processual devem seguir a diante, com novas diligências solicitadas pela Promotoria, incluindo oitivas de Adibe e da agente vistora que acompanhava o caso. O desfecho pode envolver arquivamento, denúncia criminal por desobediência ou novas diligências para esclarecer as circunstâncias da obra e dos embargos.

Acompanhando o desdobramento, o debate público segue em alta, com moradores e interessados em urbanismo pedindo equilíbrio entre direitos de propriedade, preservação do patrimônio histórico e qualidade de vida na região. A comunidade jurídica permanece atenta às decisões que podem moldar práticas de construção, fiscalização e responsabilidade civil em áreas nobres da cidade.

Para quem acompanha o caso, as próximas semanas devem trazer novas diligências e, possivelmente, um novo desfecho sobre a viabilidade de prosseguir com acusações ou encerrar o inquérito sem acusação formal. O que você pensa sobre esse conflito entre interesses privados e normas urbanísticas em áreas de alto valor patrimonial? Deixe sua opinião nos comentários, compartilhe conceitos sobre responsabilidade de proprietários e fiscalização pública, e contribua para o debate com seus pontos de vista.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Governo publica norma que define novas regras para propagandas de bets

BrasilTodas as propagandas de bets no Brasil deverão vir acompanhadas de alertas semelhantes aos que são estampados nas carteiras de cigarro10/07/2026 23:49, atualizado...

Rei Charles III se encontra com filhos de Harry depois de 4 anos

O Rei Charles III realizou, nesta sexta-feira, um encontro privado na residência de campo Highgrove House, em Gloucestershire, com o Príncipe Harry, Meghan...

PF prende homem com 20 ampolas de medicamento para emagrecer no Galeão

BrasilPassageiro levava 20 ampolas de tirzepatida sem documentação exigida e foi preso em flagrante no Aeroporto Internacional do Rio de JaneiroUm homem de...