Resumo: entre 2021 e o presente, o ministro do STF Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci de Moraes investiram 23,4 milhões de reais em imóveis em Brasília e São Paulo, elevando o patrimônio imobiliário do casal em 266% desde a nomeação de Moraes ao STF, em 2017. Hoje, o portfólio soma 17 imóveis avaliados em 31,5 milhões. As operações são, majoritariamente, vinculadas ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa criada para administrar os bens da família.
A partir de registros em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal, o levantamento aponta que o casal já pagou 34,8 milhões de reais pela aquisição de 27 imóveis ao longo dos últimos 29 anos. O movimento mais expressivo ocorre nos últimos anos: desde 2021, foram investidos 23,4 milhões, montante que, segundo o Estadão, representa mais de 67% de todos os investimentos nominais no mercado imobiliário do casal nesse quase triplo decênio. No conjunto, 17 imóveis compõem o patrimônio atual, com valor estimado em 31,5 milhões.
A maior parte das operações ocorreu por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, uma sociedade limitada que atua como veículo para a administração dos bens da família. A firma tem Viviane Barci de Moraes e os dois filhos como sócios, o que reforça a natureza familiar da gestão dos ativos imobiliários.
Desde que Moraes ingressou no STF, o número de ações envolvendo Viviane em tribunais superiores aumentou de 27 para 152, conforme apurado pelo jornal. A soma abrange processos em tramitação no STF e no Superior Tribunal de Justiça, revelando uma intensificação da presença jurídica da família nos últimos anos. O aumento não significa, necessariamente, irregularidade, mas indica uma mudança significativa no envolvimento acionário e processual da dupla no sistema judicial.
O Estadão destacou que Moraes e Viviane foram contatados por meio de suas assessorias de imprensa desde 27 de março para comentar as informações, mas não enviaram respostas até o fechamento deste material. A ausência de manifestação oficial não impede, no entanto, a continuidade da avaliação pública sobre possíveis relações entre atuação institucional e patrimônio privado.
O retrato traçado aponta para um crescimento expressivo do patrimônio imobiliário do casal, com a maior fatia ocorrendo nos últimos dois a três anos. Apesar disso, o conjunto dos dados não aponta, neste texto, para condutas ilegais; o foco permanece na dinâmica de aquisição e na estrutura societária que coordena esse patrimônio, bem como nas perguntas que ficam no ar sobre transparência e governança de ativos ligados a figuras públicas.
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