Resumo: A Associação Comercial da Bahia recebeu na manhã desta segunda-feira o deputado Paulo Azi, relator das propostas de emenda à Constituição que tratam do fim da jornada de trabalho 6×1, para discutir impactos, caminhos e a viabilidade prática da mudança. O encontro reuniu lideranças empresariais baianas e abriu o diálogo sobre como a reforma pode afetar diferentes setores da economia do estado e do país.
O encontro foi conduzido pela presidente da ACB, Isabela Suarez, e concentrou a participação de setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços, bares e restaurantes. Entre os pontos centrais do debate estavam a necessidade de diferenciação setorial, a implementação gradual e a preservação da negociação coletiva como instrumento de flexibilidade operacional, especialmente em atividades que funcionam de forma contínua.
Ao lado de Isabela, estiveram presentes Paulo Cavalcanti, presidente do Conselho Superior da ACB; Guilherme Travisani, vice-presidente; Pedro Failla, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA); Humberto Miranda, presidente da FAEB; Claudio Cunha, presidente da Ademi-BA; Eduardo Freire Bastos, presidente do Sinduscon-BA; Graça Valadares, presidente da ALSCIB, além dos deputados Paulo Azi (UNIÃO) e Sandro Regis (UNIÃO).
Durante o encontro, Isabela Suarez destacou que a ACB não é contrária à modernização das relações de trabalho, mas insistiu na necessidade de embasamento técnico e de considerar a realidade econômica de cada setor. Ela alertou que mudanças sem calibragem adequada podem elevar custos, pressionar preços e colocar em risco empregos e renda, principalmente em áreas com dinâmica própria, como o varejo e o setor de serviços.
Azi, relator da matéria na CCJ, enfatizou a importância do diálogo com o conjunto do setor produtivo para a construção de um parecer equilibrado. Segundo ele, o objetivo é ouvir diversas vozes da Bahia, de forma a conciliar os interesses dos trabalhadores com a sobrevivência e a competitividade das empresas em um cenário econômico ainda desafiador.
A reunião deixou claro que a redação final das propostas exigirá uma leitura cuidadosa das particularidades regionais, com transição gradual e salvaguardas para evitar impactos negativos na economia. O debate sobre a jornada 6×1 está inserido em um movimento nacional de modernização das relações de trabalho, que pode influenciar decisões estratégicas de governanças municipais, estaduais e federais no futuro próximo.
Convido o leitor a acompanhar os próximos desdobramentos e a participar com suas opiniões sobre como equilibrar flexibilidade, proteção aos trabalhadores e saúde financeira das empresas baianas. Em sua visão, qual o caminho mais adequado para conciliar emprego estável com inovação na gestão da jornada de trabalho?

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