Praia de São Tomé de Paripe registra morte de peixes e Câmara de Salvador retoma debate sobre contaminação

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Resumo: a praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, permanece interditada para banhistas após a identificação de contaminação por cobre e nitrato no sedimento. Atingiu a areia, com manchas azuladas e amareladas, e já há registro de mortes de animais marinhos. A proibição da pesca, anunciada pelo Inema, vale desde 11 de março, e imagens divulgadas por moradores mostram peixes mortos ao longo da faixa de areia. A situação preocupa a cidade e os trabalhadores da pesca que dependem do litoral para o sustento diário.

Durante a 15ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta segunda-feira (6), a atualização sobre o caso ganhou destaque. A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) pediu medidas urgentes, lembrando que, até o momento, apenas a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) havia se comprometido com a doação de cestas básicas. Ela enfatizou que a situação dos moradores que vivem da pesca é crítica e requer respostas rápidas das esferas pública e governamental.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) alertou que a responsabilidade não recai apenas sobre a Prefeitura, mas também sobre o Governo do Estado e a União. Ela solicitou que as comissões de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Reparação, Saúde, Planejamento Familiar e Previdência Social se unam para buscar soluções efetivas. Acompanhando o debate, os colegas Téo Senna (PSDB) e Paulo Magalhães Júnior (União) manifestaram apoio a medidas que avancem na resolução do impasse enfrentado pela comunidade pesqueira local.

Os números e o contexto evidenciam a gravidade da situação: a interdição na região, a proibição da pesca desde 11 de março e as denúncias de impacto econômico para quem depende diretamente do litoral. A Prefeitura, o governo estadual e o governo federal precisam alinhar ações, com monitoramento ambiental, assistência social aos trabalhadores afetados e planos de recuperação do ecossistema costeiro. A audiência na CMS sinalizou a vontade de construir pontes entre as esferas públicas e a população da cidade para enfrentar o problema de forma coordenada.

Enquanto as autoridades avaliam medidas emergenciais, moradores e pescadores permanecem atentos a novos boletins e aos próximos passos para a recuperação da praia e da atividade pesqueira. Acompanhe as informações oficiais e compartilhe nos comentários suas experiências e sugestões. Sua opinião pode orientar ações que, de fato, contribuam para a proteção ambiental e o sustento da cidade.

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