Foi aprovada, no plenário da Câmara, a instituição do Dia Nacional da Capoeira em 15 de julho, após 16 anos de tramitação. A iniciativa, de autoria do deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), recebeu apoio simbólico e será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça para a redação final. A aprovação marca um reconhecimento definitivo da capoeira como manifestação cultural e esportiva de importância nacional.
A trajetória do projeto começou no primeiro mandato de Marinho, quando a proposta foi apresentada pela primeira vez. Ela teve aprovação na Câmara em 2014 e, em 2017, retornou do Senado com uma emenda que alterou a data da homenagem. Originalmente, a escolha recaía sobre 20 de novembro, Dia da Consciência Negra e da morte de Zumbi dos Palmares, mas o Senado entendeu que esse dia já era feriado nacional, o que levou à mudança para 15 de julho.
A escolha de 15 de julho fundamenta-se na valorização da capoeira como patrimônio cultural imaterial. Nessa data, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu a capoeira como parte essencial do patrimônio cultural do Brasil. Esse reconhecimento institucional foi apontado como o gatilho para consolidar a data, consolidando, ao mesmo tempo, o peso histórico da prática em todo o território nacional.
Durante o debate, Marinho agradeceu especialmente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela condução do projeto, e destacou o papel de Benedita da Silva (PT-RJ) e da Bancada Negra na articulação que tornou possível a sua pautação. Em tom emocionado, o deputado ressaltou que a capoeira, além de esporte e cultura, é uma disciplina que merece reconhecimento público e apoio institucional para fortalecer o segmento em toda a região.
Marinho também adiantou o que poderá vir a seguir: a fixação de uma aposentadoria especial para mestres de capoeira em todo o país. Segundo ele, manter viva essa cultura centenária depende de medidas que assegurem a permanência dos mestres, especialmente quando a idade dificulta a performance, garantindo dignidade e continuidade à prática para futuras gerações.
A aprovação teve parecer favorável do relator na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). A justificativa para a escolha da data, respaldada pela recomendação técnica do Iphan, reforça o reconhecimento da capoeira como expressão cultural de valor nacional, que atravessa fronteiras e encontra eco em mestres, praticantes e admiradores em diversas cidades do Brasil. O próximo passo é a redação final, com o objetivo de consolidar o marco legal e ampliar políticas de apoio.
E você, o que acha da oficialização do Dia Nacional da Capoeira em 15 de julho? Deixe seus pensamentos nos comentários e compartilhe como a capoeira impacta a sua cidade, moradores e regiões próximas. Sua opinião ajuda a entender como essa homenagem pode influenciar a vida de quem pratica, ensina e valoriza essa expressão tão rica da nossa cultura.

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