Morte de onça-parda em resgate no Entorno completa um mês sem resposta

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Resumo curto: uma onça-parda capturada em Valparaíso de Goiás morreu durante o translado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres. quase um mês depois, outra fêmea da mesma espécie foi atropelada no Distrito Federal. os casos ilustram a vulnerabilidade da espécie, os procedimentos de manejo da fauna e a necessidade de transparência nas necropsias e nas ações de preservação.

A captura ocorreu em uma chácara de Valparaíso de Goiás, quando a onça-parda se abrigou em um tronco de árvore após se assustar com cães domésticos. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) acionou apoio veterinário do Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus). Na primeira avaliação, os sinais vitais pareciam estáveis. O resgate exigiu o uso de um dardo tranquilizante; ao ser atingida, a onça desceu da árvore, fugiu para áreas próximas e houve uma segunda aplicação para contê-la com mais segurança. Seguiu-se o encaminhamento ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), porém o animal entrou em óbito durante o trajeto. A causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a equipe do Hfaus ofereceu suporte veterinário durante a captura. Na etapa inicial, a avaliação no local não apontou ferimentos aparentes. Ao chegar ao Cetas, a equipe confirmou o óbito. O manejo da fauna continua sob análise das equipes responsáveis pelo cuidado, com foco em transparência e na prevenção de conflitos de interesses.

“O procedimento de necropsia do animal não é realizado pelo Instituto, mas por instituição terceira responsável pela análise técnica. A condução da necropsia por um órgão independente é uma medida importante, adotada justamente para garantir a transparência do processo e evitar qualquer possibilidade de conflito de interesses”, afirmou o órgão em nota enviada ao Metrópoles.

A onça-parda é classificada como NT (quase ameaçada) pela avaliação do Salve, painel do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). O Ministério do Meio Ambiente descreve as espécies NT como aquelas que, embora não estejam ameaçadas neste momento, caminham para categorias de risco se não houver medidas de proteção efetivas. A situação reforça a importância do monitoramento, de ações de preservação na região e do aperfeiçoamento das políticas públicas para fauna silvestre.

Próximo mês após o falecimento no Valparaíso, outro episódio envolvendo a mesma espécie ocorreu no Distrito Federal. Uma jovem fêmea foi atropelada na noite de segunda-feira, 6 de abril, na região da L4 Norte, nas proximidades da Universidade de Brasília (UnB). A morte foi atribuída ao choque com o veículo de passeio, de acordo com as informações da Polícia Militar Ambiental (BPMA). A hipótese inicial é de que o animal possa ser o mesmo flagrado recentemente no Lago Norte, após ter sido visto na região em dias anteriores. O motorista, servidor público, acionou o socorro e aguardou a chegada das equipes. A ocorrência reforça o alerta para a convivência entre moradores, trânsito e fauna silvestre na capital e entorno.

A Polícia Militar Ambiental, que investiga o atropelamento, tratou o caso como fatalidade. O episódio evidencia os riscos enfrentados por onças-pardas que percorrem as áreas urbanas em busca de alimento, abrigo ou caminho entre habitats naturais cada vez mais fragmentados. A partir dessas ocorrências, autoridades ambientais destacam a necessidade de estratégias integradas de manejo, educação da população local e medidas que facilitem o corredor ecológico entre Valparaíso de Goiás e o Distrito Federal.

Caso tenha interesse em entender mais sobre as ações de manejo da fauna, a participação de órgãos ambientais e a importância de reduzir o atropelamento de animais silvestres, compartilhe seus pensamentos nos comentários. Como você enxerga a convivência entre moradores, autoridades e vida selvagem na sua região?

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