Resumo: o presidente Donald Trump enviará ao Paquistão uma equipe de negociação para tratar com o Irã neste fim de semana, com a liderança do vice-presidente JD Vance, acompanhado por Steve Witkoff e Jared Kushner. A primeira rodada de conversas está marcada para o sábado, 11, em meio a avanços observados na abertura do Estreito de Ormuz e a declarações de vitória de ambos os lados sobre um cessar-fogo provisório.
A delegação norte?americana, segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, seguirá ao Paquistão para a capital Islamabad, onde as negociações serão abertas ainda neste fim de semana. A comitiva representa a linha de negociação com o Irã e deverá buscar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, peça central do fluxo global de petróleo e gás, essencial para o abastecimento mundial.
Durante a coletiva, Leavitt informou que os EUA mantêm um diálogo de alto nível com a China sobre o Irã e que o presidente Trump tem grande respeito pelo presidente Xi Jinping. Ao mesmo tempo, as negociações entre Washington e Teerã começam em meio a negociações mais amplas envolvendo o Paquistão como mediador, com Teerã preparando uma agenda que inclui possíveis condições para a retomada do diálogo direto.
Ormuz continua no centro das atenções. O Estreito de Ormuz é um corredor estratégico por onde passam cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural líquido do mundo. Em meio a esse cenário, Teerã tem buscado formalizar controle ou obter vantagens por meio de taxas cobradas sobre as embarcações que atravessam a via, enquanto Trump sugeriu que, em uma parceria conjunta, EUA e Irã poderiam estabelecer pedágios. A pressão por abertura total, imediata e segura do estreito foi reiterada pelo próprio presidente, com a pela?pública afirmação de que as negociações caminham para uma paz duradoura.
No campo das propostas, Leavitt negou que os EUA tenham aceitado a proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã; afirmou que, de fato, houve a aceitação de uma proposta dos EUA com 15 pontos, já aprovada pelos iranianos. Em resposta, o chefe de Estado norte?americano classificou a posição como uma vitória total, assegurando à AFP por telefone que a questão do urânio está “perfeitamente resolvida” e chamando o desfecho de histórica vitória para o Irã, segundo o Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã, que descreveu o que ocorreu como uma derrota contundente para o inimigo.
Enquanto as negociações se movem, as avaliações de Teerã oscilam. Um corretor da bolsa, entrevistado pela agência, disse estar atento a uma sensação de que pouco mudou para o povo iraniano, mesmo diante do que poderia parecer vitória diplomática para o país. A expectativa é de que a reunião em Islamabad sirva para consolidar a nova etapa de conversas, com Teerã ciente de que o futuro próximo ainda reserva incertezas políticas e estratégicas.
A agenda de Washington não se reduz apenas aos temas de Ormuz. Além da reabertura da via, há menções a um cessar?fogo de duas semanas que facilitaria a retomada de atividades comerciais e redução de tensões na região, com observadores destacando que Israel mantém o controle sobre a situação no Líbano de forma independente. As conversas prolongadas devem também considerar a viabilidade de uma eventual cooperação em áreas de segurança regional, sempre com o objetivo de preservar a estabilidade econômica mundial e evitar qualquer escalada.
Como leitor, qual é a sua leitura sobre o caminho das negociações entre EUA, Irã e Paquistão? Acredita que a abertura total do Estreito de Ormuz pode realmente se consolidar nos próximos dias, ou ainda há espaço para reviravoltas? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas perspectivas sobre esse movimento diplomático que tem impacto direto no abastecimento global e na geopolítica regional.
