Resumo: uma vigilante da cidade de Santa Maria, no Distrito Federal, impediu uma tentativa de sequestro de um recém?nascido dentro do Hospital Regional. A ação rápida de Késia Florência Verneque, 47 anos, após notar comportamento suspeito, evitou que uma técnica de enfermagem levasse a criança para longe, acionando a polícia e gerando mobilização de equipes no hospital. O caso voltou a ganhar notoriedade após entrevista, com desdobramentos sobre a importância da vigilância constante em unidades de saúde.
O episódio ocorreu no setor obstétrico, espaço estratégico pelo fluxo de recém?nascidos que recebem alta para a maternidade. Segundo a vigilante, ela percebeu uma movimentação atípica: uma funcionária do hospital saiu da área levando um “volume” coberto por manta. Em entrevista ao Metrópoles, realizada nesta semana, Késia explicou que, ao notar a cena, entendeu que havia algo errado e decidiu seguir a movimentação pela unidade. A gravação mostra que, mesmo com repetidos avisos da segurança, a colaboradora não parou de imediato, percorrendo alguns corredores antes de ser confrontada.
Quando abordada, a técnica de enfermagem discordou da apreensão, alegando que aquilo era apenas uma brincadeira ou um teste, mesmo sem qualquer documento que respaldasse a retirada do bebê. A vigilante rebateu com firmeza: “nós não temos teste, não temos brincadeira. Aquela situação não pode acontecer nunca, jamais.” Em seguida, ela conduziu a profissional de volta ao centro obstétrico, acionou a supervisão e a equipe de enfermagem, e chamou a Polícia Militar para registrar o flagrante.
A mãe da criança só tomou conhecimento do risco no momento da alta hospitalar, ao que tudo indica. A vigilante afirmou que o treinamento constante e a atenção redobrada em ambientes hospitalares são determinantes para evitar incidentes. Ela também ressaltou a própria postura, descrevendo?se como resiliente e atenta, capaz de agir rapidamente em situações críticas: “se você fechar o olho por 30 segundos, muita coisa passa.” O reconhecimento entre colegas também foi positivo, com colegas demonstrando apoio à atuação que protegeu não apenas o patrimônio público, mas vidas.
Câmeras de segurança registraram o que houve e mostraram a escolta da bebê pela funcionária de segurança até a ala em que a cria deveria permanecer. As imagens também exibem a abordagem à receptora do bebê, que foi contida pela vigilante antes de qualquer saída do hospital. A identidade da técnica de enfermagem envolvida, Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, foi confirmada pela polícia e pela equipe de segurança do hospital. O aparato audiovisual, associado ao depoimento de Késia, ajudou a esclarecer os momentos em que o sequestro poderia ter se concretizado.
Galeria de imagens






As mensagens oficiais destacam que situações como essa reforçam a necessidade de protocolos rigorosos de segurança, treinamento contínuo para funcionários e vigilantes, bem como a importância de manter a calma e agir com responsabilidade quando há risco para pacientes. Especialistas em segurança hospitalar ressaltam que o cuidado com recém?nascidos requer atenção permanente, especialmente nos momentos de alta ou transferência entre setores. A cidade aprendeu, mais uma vez, que a proteção de vidas depende de equipes bem preparadas, tecnologia adequada e uma cultura organizacional que não admite qualquer falha.
Convidamos leitores a compartilharem nos comentários experiências parecidas ou reflexões sobre como fortalecer a vigilância em unidades de saúde. Qual a sua opinião sobre a atuação da segurança hospitalar? Quais medidas você acredita serem mais eficazes para evitar incidentes envolvendo bebês e pacientes? Sua voz colabora para a construção de ambientes mais seguros para famílias e profissionais da saúde.
