Resumo curto: o treinador Abel Ferreira, do Palmeiras, recebeu oito jogos de suspensão definidos pelo STJD por expulsões e desrespeito à arbitragem, com dois jogos já cumpridos. A direção alviverde pretende entrar com efeito suspensivo ainda nesta semana, para manter o astro à beira do campo no Derby contra o Corinthians, na Neo Química Arena.
A sanção total de oito jogos se divide em dois aspectos: dois jogos pela expulsão diante do São Paulo e seis jogos pela expulsão diante do Fluminense, ambos no Brasileirão. O tribunal entendeu que houve desrespeito à equipe de arbitragem em relatos apresentados pela Comissão Disciplinar, o que levou à pena pesada que ainda pode impactar o técnico nas próximas partidas.
Para embasar a decisão, o STJD utilizou um vídeo com leitura labial que supostamente captou Abel Ferreira adotando uma linguagem ofensiva contra o árbitro. O procurador Roberto Machado destacou que, mesmo não constando na súmula, há prova suficiente de desrespeito à arbitragem e que isso justifica a gravidade da punição. A leitura dos fatos, segundo ele, revela um erro reiterado no comportamento do treinador diante dos comandos do árbitro.
A defesa do Palmeiras afirmou que Abel Ferreira não reagiu de modo irônico nem desrespeitoso de forma voluntária, e que as manifestações não configuraram ataque direto à arbitragem. Mesmo assim, o clube anunciou que pedirá efeito suspensivo ainda nesta sexta-feira, buscando manter o treinador disponível para orientar a equipe na sequência do calendário.
No duelo contra o Fluminense, o português foi punido com dois jogos após expulsão por reclamação duradoura e bate-boca com o quarto árbitro. Já no confronto contra o São Paulo, a punição refletiu o que o STJD considerou desrespeito à arbitragem. O Palmeiras sustenta que não houve prejuízo à imagem da arbitragem e que apresentará argumentos adicionais no recurso, que poderá suspender parte da pena.
O impacto direto recai sobre o Derby contra o Corinthians, previsto para este domingo na Neo Química Arena. Com Abel fora do banco por oito jogos, o Palmeiras pode ser obrigado a ajustar a preparação da equipe para manter a performance competitiva, enquanto a diretoria aposta no efeito suspensivo para manter o treinador na linha de frente das expectativas do torcedor.
Este caso reacende o debate sobre o limite entre cobrança firme das decisões disciplinares e a contundência de punições em situações de tensão no futebol. A diretoria do Palmeiras mantém a linha de defesa e pretende buscar a liberação temporária de Abel, enquanto os torcedores aguardam o desfecho que pode influenciar o ritmo do time na reta decisiva do Brasileirão. Queremos ouvir você: você concorda com a pena aplicada ou acredita que o treinador merecia tratamento diferente?
