Lucas Bove será julgado por violência doméstica 2 dias após eleições

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: O deputado estadual Lucas Bove, do PL-SP, responde a uma ação penal por descumprimento de medidas protetivas impostas à ex-esposa, Cintia Chagas. O julgamento foi marcado para 6 de outubro de 2025 pela Justiça de São Paulo, dois dias após o primeiro turno das eleições. Além disso, o parlamentar já era réu em denúncias anteriores ligadas a perseguição, violência psicológica, física e ameaça, e busca renovar seu mandato na Assembleia Legislativa.

O juiz Felipe Pombo Rodriguez imputou ao menos 10 episódios de descumprimento das medidas protetivas de urgência, conforme denúncia do Ministério Público de São Paulo. Os advogados de Bove haviam pedido a rejeição da denúncia com base em alegada quebra da cadeia de custódia e falta de justa causa, pedido que foi negado pela Justiça.

As oitivas estão programadas para o dia 6 de outubro, quando deverão depor a vítima e as testemunhas arroladas pela acusação. No dia 7 de outubro, serão ouvidas as testemunhas de defesa. O interrogatório de Lucas Bove está marcado para as 13h do dia 8 de outubro, podendo ser reagendado até 23 de outubro, desde que o parlamentar comunique a Justiça com pelo menos 10 dias de antecedência.

Com isso, Bove torna-se réu em mais um processo. Caso seja condenado nesta ação, a pena prevista varia de três meses a dois anos de detenção.

Em nota enviada ao Metrópoles, o parlamentar do PL, por meio de seus advogados, “nega veementemente todas as infundadas acusações formuladas por Cintia Maria Chagas. Reforça que nunca praticou qualquer ilicitude, nunca a ameaçou ou a agrediu, esclarecendo que recebeu com enorme surpresa o recebimento da denúncia, diante da precariedade do coligido na investigação e que a desmente”.

A defesa de Lucas Bove afirma que está tomando todas as medidas cabíveis para esclarecer os fatos, reiterando a confiança na Justiça e a inocência do parlamentar, acrescentando que isso não representa obstáculo à sua candidatura nas eleições deste ano.

O deputado, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi denunciado pelo Ministério Público por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça.

Em agosto de 2025, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu arquivar a denúncia contra Bove, acusado de quebra de decoro parlamentar após as acusações de Cintia. O resultado foi 6 votos favoráveis ao arquivamento contra 1, de Ediane Maria (PSOL), deputada de oposição.

Parlamentares ouvidos pelo Metrópoles apontaram que o processo tem grande potencial de cassação, mas está em curso de possível arquivamento pela Casa, já que a representação permanece sob análise no Conselho de Ética.

Diante do cenário, a atuação de Bove na política fica sob constante escrutínio, com novos desdobramentos que podem impactar sua trajetória parlamentar e a disputa eleitoral.

E você, leitor, o que pensa sobre o rumo desse caso e as decisões da Alesp? Compartilhe sua opinião nos comentários e junte-se à conversa sobre ética, poder e responsabilidade na política.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Cabeças Cortadas, de Glauber Rocha, receberá restauração em 4k

Resumo: Cabeças Cortadas, filme de Glauber Rocha rodado em 1970 na Catalunha, ganhará versão 4K em 2027 após restauração pela indústria cinematográfica espanhola....

Setembro terá continuidade do julgamento da Lei da Ficha Limpa, diz STF

Resumo: STF retoma, em 11 de setembro, o julgamento virtual sobre alterações da Lei da Ficha Limpa. A ação, movida pela Rede Sustentabilidade,...

Golpismo leva Moraes a cassar aposentadoria de ex-diretor da PRF

Resumo: STF determina cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão...