Maior chacina do DF: veja quem são os 5 acusados de exterminar família

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Cinco homens são acusados de organizar e executar a maior chacina já registrada no Distrito Federal, um caso que envolveu sequestros, homicídios, ocultação de cadáver e uma tentativa de tomar um terreno de 5 hectares no Itapoã. O crime, que ceifou 10 vidas de uma mesma família, envolve crime organizado, valor de terreno avaliado em R$ 2 milhões e uma série de ações que se deram entre 2022 e 2023. O processo tramita no Tribunal do Júri em Planaltina, com penas que podem somar mais de 385 anos de prisão para os envolvidos.

Palavras-chave: chacina DF, Itapoã, Planaltina, Tribunal do Júri, sequestro, homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver. Descrição Meta: reportagem sobre a maior chacina do DF, o plano para tomar um terreno no Itapoã, a participação dos cinco acusados e o andamento do processo no Juri em Planaltina, com detalhes sobre as vítimas e as etapas do crime.

Contexto e início do caso. A primeira ação ocorreu em 27 de dezembro de 2022, quando Marcos Antônio Lopes de Oliveira, a esposa Renata Juliene Belchior e a filha Gabriela foram rendidos dentro de casa. O grupo roubou R$ 49,5 mil, levou as vítimas para um cativeiro em Planaltina e matou Marcos logo após o rapto, mantendo as demais vivas por algum tempo. A partir daí, os criminosos passaram a usar os celulares das vítimas para se passar por elas e atrair outros membros da família, ampliando o sequestro e os crimes subsequentes.

Quem são os acusados e a participação de cada um. Gideon Batista de Menezes é apontado como um dos principais articuladores do plano; ele morava na casa das vítimas, prestava serviços e confessou, ao lado de Horácio, ter participado de todo o esquema e ter alugado o local onde as vítimas ficaram escondidas. Horácio Carlos Ferreira Barbosa também morava na chácara, atuando diretamente nos assassinatos, simulando ser vítima durante um assalto fake, sequestrando pessoas, enviando mensagens aos familiares para se passarem pelas vítimas e enterrando, esquartejando e incendiando corpos e veículos. Carlomam dos Santos Nogueira integrou o núcleo operacional, participou dos sequestros e execuções, e foi o autor do tiro na nuca que tirou a vida de Marcos Antônio; após as prisões de Gideon e Horácio, chegou a fugir, mas se entregou dias depois. Fabrício Silva Canhedo foi responsável pela vigilância do cativeiro e pela ocultação do carro de Claudia, descrita como a “segunda esposa” de Marcos Antônio. Carlos Henrique Alves da Silva foi o último a ser preso, participou da rendição de vítimas e tentou fugir pelo telhado ao ser localizado pela polícia.

Sequência de ações e as vítimas. A violência começou com o sequestro de Marcos, Renata e Gabriela, que tiveram o dinheiro levado e foram levados para o cativeiro em Planaltina. Seguiu-se um planejamento brutal para capturar, assassinar e ocultar o que restava. O grupo também rendeu Claudia da Rocha Marques, ex-companheira de Marcos, e Ana Beatriz Marques de Oliveira, filha de Marcos e Claudia, enriquecendo o quadro de crueldade. Ao longo dos dias seguintes, os sequestrados foram mortos de forma? e os corpos ocultados de diversas maneiras. Em Cristalina (GO), eles executaram mais uma leva de vítimas e queimaram os corpos dentro de um veículo. Em etapas subsequentes, outros membros foram assassinados e seus corpos ocultados em uma cisterna.

Mais sobre o caso e o terreno disputado. O Itapoã, terreno avaliado em cerca de R$ 2 milhões, despertou o interesse dos assassinos por possuir cachoeira privativa, ampla área e cerca de 5 hectares — aproximadamente 50 mil metros quadrados. O terreno, no entanto, não pertencia a Marcos Antônio, o primeiro a ser morto; a chácara era alvo de disputa judicial desde 2020, com os proprietários verdadeiros buscando a retomada da área. O plano era assassinar toda a família para ficar com o imóvel sem deixar herdeiros vivos.

Aspectos finais do caso e próximos passos jurídicos. Os integrantes da família foram atraídos para emboscadas, mortos um a um, e as ações de violência culminaram em uma complexa teia de crimes que envolveu sequestro, extorsão, ocultação de cadáver e corrupção de menor. A audiência de abertura no Tribunal do Júri em Planaltina está marcada para ocorrer às 9h desta segunda-feira (13/4). Os réus respondem por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor, com penas que, somadas, podem chegar a 385 anos de prisão.

Observação para leitores de imprensa local: este caso terá desdobramentos judiciais conforme o andamento do Tribunal do Júri em Planaltina, e a cobertura continuará apresentando as próximas etapas, sem inserir especulações. A comunidade da cidade fica atenta aos desdobramentos e à busca por justiça para as vítimas e familiares.

E você, leitor, quais são seus pensamentos sobre o caso? Como a cidade lida com crimes dessa natureza, e que aprendizados devem ser compartilhados para evitar tragédias futuras? Deixe seus comentários e opiniões abaixo para enriquecer o debate público sobre justiça, memória e segurança na nossa região.

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