Minas Gerais discute a ampliação das escolas cívico-militares. O governo enviou aos deputados um projeto para tornar legal esse modelo, já adotado em nove colégios até o ano passado, com potencial de chegar a até 700 unidades numa rede de cerca de 4 mil escolas. A proposta sustenta que a presença de militares nas entradas, no monitoramento de intervalos e na disciplina no pátio pode reduzir a influência do crime organizado nos arredores sem prejudicar o ensino. O objetivo declarado é beneficiar a cidade e os moradores das localidades onde as escolas se encontram, fortalecendo a segurança sem alterar o conteúdo pedagógico.
Em entrevista ao Metrópoles Entrevista, nesta segunda-feira, o governador Mateus Simões afirmou que a vantagem do modelo é maior para a cidade do que para o sistema de educação. Segundo ele, não se trata de uma mudança curricular, mas de disciplina e organização: os militares ficariam responsáveis pela entrada de alunos, pela supervisão dos intervalos e pela gestão do pátio, funções que tradicionalmente recaíam sobre funcionários, com a diferença de que tudo seria feito sob orientação institucional.
O governo pretende instalar as escolas cívico-militares em áreas com vulnerabilidade social, sempre depois de consultas à localidade e aos moradores. A explicação é simples: o crime organizado costuma atuar próximo às instituições, o que aumenta o risco para estudantes, docentes e a administração escolar. A gestão afirma que o modelo pode oferecer maior segurança, sem interromper as atividades pedagógicas.
Ainda segundo Simões, o estado já mapeou cerca de 700 escolas que poderiam aderir ao sistema, e ao menos 60 demonstraram interesse, além das 9 que já tinham aceitado o programa. O projeto é apresentado como uma resposta a um contexto no qual as escolas estão mais expostas a pressões externas e atividades criminosas, sobretudo em áreas de maior vulnerabilidade.
O chefe do executivo mineiro afirmou que o modelo de escolas cívico-militares apresenta resultados comprovadamente melhores no controle do ambiente escolar, o que, na visão dele, facilita a aprendizagem e protege alunos, professores e equipes administrativas. Críticos, porém, aguardam detalhes sobre a implementação e o impacto a longo prazo, incluindo a formação dos profissionais e as rotas de atuação.
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