Vitória reduz contratações pela metade em terceiro ano na Série A; veja levantamento

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O Vitória inicia 2026 com a missão de consolidar-se entre os grandes do Brasil, mantendo a base do elenco, reduzindo o fluxo de reforços e equilibrando as finanças, após o retorno à Série A em 2024 e uma sequência de ajustes em 2025.

O clube, que já disputou a Série C em 2022 e voltou à elite, supera a média de permanência de equipes que sobem recentemente, que costuma ficar em torno de dois anos e meio. Esse cenário embala o planejamento para 2026, buscando consistência sem repetir os movimentos anteriores de troca constante de peças.

Na primeira janela de transferências de 2026, o Vitória trouxe 14 jogadores, metade do volume registrado nos anos de 2024 e 2025, quando chegaram 28 reforços por temporada. A redução evidencia a manutenção de atletas de destaque, como Baralhas, Jamerson e Erick, ao mesmo tempo em que fortalece a ideia de apostar na base para sustentar o elenco.

Outro pilar do planejamento é a formação de atletas da base. O clube registra, de forma proporcional, maior minutagem de jovens no Brasileirão e envolve mais valores ao elenco principal ao longo da temporada. Além do já consagrado Lucas Arcanjo, o volante Edenilson tem sido peça constante na rotação construída por Jair Ventura nesta temporada.

Durante as primeiras rodadas do Campeonato Baiano, o Vitória chegou a atuar com a equipe sub-23 em várias partidas, reforçando a política de dar oportunidade aos jovens promovidos nas categorias de base e mantendo o foco na construção de um elenco mais estável.

Contratações de 2024: goleiros Maycon Cleiton e Alexandre Fintelman; zagueiros Zapata, Reynaldo, Edu, Neris e Bruno Uvini; laterais Caceres, Lepo, Lucas Esteves e PK; volantes Leo Naldi, Luan, Ricardo Ryller, Luan Silva, Caio Vinicius, Filipe Machado e Willian Oliveira; meias Daniel Júnior e Jean Mota; atacantes Caio Dantas, Carlos Eduardo, Janderson, Gustavo Mosquito, Everaldo, Eric Castillo, Luiz Adriano e Alerrandro.

Em 2025, o Vitória manteve alguns jogadores da temporada anterior e trouxe novos nomes para reforçar setores estratégicos. Goleiros Gabriel Vasconcelos e Thiago Couto; zagueiros Lucas Halter e Zé Marcos; laterais Claudinho, Jamerson, Hugo, Ramon e Maykon Jesus; volantes Thiaguinho, Val Soares, Baralhas, Rubén Ismael, Ronald, Ruben Rodrigues e Pepê; meias Wellington Rato, Aitor Cantalapiedra e Romarinho; atacantes Carlinhos, Renzo Lopez, Renato Layzer, Leo Pereira, Lucas Braga, Fabri, Erick, Kike Saverio e Felipe Cardoso.

Desses nomes, permanecem no Vitória o goleiro Gabriel, os laterais Jamerson e Ramon, os volantes Baralhas, Ronald e Rúben Ismael, o meia Aitor e os atacantes Fabri, Erick, Renzo Lopez, Renato Kayzer e Kike Saverio — uma base mais sólida em comparação com o ano anterior.

Orçamento

Em 2026, o Vitória aparece como o quarto time que mais contrata na Série A, atrás apenas de Remo (23), Chapecoense (18) e Coritiba (16), justamente equipes que subiram à elite nesta temporada. Em termos de investimento, o Rubro-Negro figura na 16 posição, ficando à frente de poucos clubes.

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o diretor de futebol Sérgio Papellin classificou o Vitória como um clube em reconstrução e disse que, nos próximos anos, a tendência é contratar menos e priorizar a consolidação da base. “É um elenco de clube em reconstrução, vindo para o terceiro ano na Série A, com bons valores e ativos, mantendo a competitividade. A tendência é que, com o tempo, o clube reduza o número de contratações e se concentre em fortalecer a base”, afirmou.

Papellin destacou que a estratégia atual passa pela consolidação de uma base mais sólida e pela busca de maior eficiência no aproveitamento do elenco, com menos mudanças no grupo e mais foco nas oportunidades vindas das categorias de base. “Recuperar a base é um de nossos caminhos, e a meta é que, até o fim de 2026, pelo menos 30% do elenco venha das nossas categorias de base. Com esse movimento, a folha salarial tende a diminuir, abrindo espaço para contratações mais caras sem perder equilíbrio”, explicou o diretor.

Por fim, Papellin ressaltou que o grande desafio da gestão é equilibrar responsabilidade financeira com desempenho em campo, mantendo a evolução gradual do clube na elite. “Fazer um time muito competitivo gastando pouco não é simples, e erros acontecem, mas temos mostrado evolução em relação aos anos anteriores. Não existe receita pronta; futebol é dinâmico e requer paciência e planejamento”, finalizou.

E você, o que acha da estratégia do Vitória para 2026? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como enxerga o futuro do clube na Série A.

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