Paciente tem remissão do HIV após transplante de medula óssea do irmão

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O caso relata remissão do HIV em um paciente de 63 anos, apelidado de paciente de Oslo, alcançada cinco anos após transplante de medula óssea de um irmão portador da mutação CCR5?32, divulgado em 13/4 pela Nature Microbiology.

O paciente, com síndrome mielodisplásica (SMD), precisava do transplante para tratar a doença no sangue. A equipe do Departamento de Hematologia do Hospital Universitário de Oslo buscou um doador compatível que tivesse a mutação CCR5?32, mas não encontrou entre os potenciais candidatos. Assim, optaram por usar as células do irmão, que possuía a mutação e era compatível, revelando-se viável para o transplante.

Cinco anos após o transplante, e três anos após a interrupção da terapia antirretroviral, não há sinais de vírus replicante nem de reservatórios virais vivos no sangue ou no intestino, conforme o estudo.

Este é o sexto caso já relatado de remissão do HIV após transplante de medula com a mutação CCR5?32. Os autores ressaltam que, embora o resultado seja encorajador, o transplante não funciona para todos os pacientes com HIV. O procedimento apresenta mortalidade entre 10% e 20% no primeiro ano, limitando-o a indivíduos com malignidades hematológicas fatais (como leucemia ou síndrome mielodisplásica) para quem o transplante representa a única opção viável.

Os autores explicam que a variante do gene CCR5?32 é mais comum no norte da Europa, com um gradiente que se estende para o sul, e que a maioria dos relatos de remissão após transplante de células-tronco alogênico tem origem em regiões onde essa mutação é relativamente frequente. O estudo do Hospital Universitário de Oslo reforça a ideia de que a genética do doador pode influenciar a resposta ao manejo do HIV em contextos de transplante de células-tronco.

Ainda que este avanço seja relevante para a ciência, especialistas alertam que não substitui o tratamento antirretroviral nem representa uma cura generalizada. Pesquisas adicionais são necessárias para entender como ampliar a eficácia, reduzir riscos e identificar quais pacientes poderiam se beneficiar de abordagens semelhantes no futuro.

E você, qual é a sua leitura sobre esse caminho de pesquisa que liga genética e transplantes ao tratamento do HIV? Compartilhe suas opiniões sobre as implicações médicas, éticas e sociais desse tipo de estudo e como ele pode moldar caminhos futuros na luta contra a doença.

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