Lista suja do trabalho escravo: vereador de Gastão Vidigal entre os alvos em SP e 613 empregadores no país
Resumo: Em atualização da lista suja do trabalho escravo, o Ministério do Trabalho e Emprego aponta uma empresa homônima ao vereador Valdenir Alves de Rezende, conhecido como Nino, da cidade de Gastão Vidigal, no interior de São Paulo, entre os 20 nomes do estado. Em âmbito nacional, 613 empregadores compõem a relação, com 169 registros novos até 6 de abril. A inclusão ocorre apenas após processo administrativo com contraditório e ampla defesa, demonstrando o compromisso público com transparência nas ações de fiscalização.
A empresa citada atua principalmente nos setores de agricultura e transporte rodoviário de cargas, com operações em Américo de Campos e Magda, também no interior paulista. A sede principal fica no município, e o empreendimento consta na classificação de serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita. Em resposta, a reportagem do Metrópoles procurou o vereador, que não se pronunciou até a publicação desta matéria.
Segundo o MTE, a inclusão no relatório público só ocorre após a conclusão de processos administrativos, nos quais é assegurado aos autuados o contraditório e a ampla defesa. O objetivo é garantir a transparência das ações de fiscalização contra o trabalho escravo, com participação de órgãos como a Auditoria Fiscal do Trabalho, a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal, entre outros.
No total do país, 169 novos empregadores foram adicionados à lista em 6 de abril, elevando o número para 613 ao todo. A atualização reforça o alcance das ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, com casos que abrangem diferentes setores e regiões. A maioria dos registros passa a figurar de forma permanente na relação pública por dois anos.
Em São Paulo, a lista contém cinco pessoas físicas e 15 empresas ou empresários de diversos segmentos, incluindo agronegócio, vestuário, hotelaria, alimentação, assistência a idosos e até atividades do ramo religioso. A diversidade de setores mostra que o problema envolve atividades variadas, não ficando restrito a um único ramo econômico.
Entre as dimensões regionais, o levantamento nacional aponta que as ações ocorreram entre 2020 e 2025, distribuídas em 21 estados. Minas Gerais lidera com 35 casos; São Paulo aparece com 20; Bahia e Paraíba somam 17 cada; Pernambuco tem 13; Goiás, 10; Mato Grosso do Sul, 10; Rio Grande do Sul, 9; Mato Grosso, 7; Paraná, 6; Pará, 5; Santa Catarina, 4; Maranhão, 4; e outros estados aparecem com menores números, incluindo Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará, Rondônia e Sergipe.
A edição traz ainda as categorias com maior número de inclusões: serviços domésticos (23 vagas/diligências), criação de bovinos para corte (18), cultivo de café (12), construção de edifícios (10) e serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6). Ao todo, os novos episódios auferidos contribuíram para o resgate de 2.247 trabalhadores em condições de exploração ou situação semelhante à escravidão, reforçando a necessidade de vigilância constante e fiscalização eficaz.
Os casos incluídos nesta atualização ocorrem em diferentes estados e refletem a atuação integrada de várias forças, sempre com o objetivo de coibir abusos e assegurar direitos básicos. O registro público, segundo o Ministério do Trabalho, funciona como um instrumento de responsabilização e prevenção, estimulando ações corretivas e promovendo maior consciência institucional sobre o tema.
Convido você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários sobre como governos municipais e estaduais podem ampliar a proteção aos trabalhadores, especialmente em setores com maior incidência de irregularidades. Sua visão importa para fortalecer discussões, cobrar ações efetivas e acompanhar a evolução dessas listas e das políticas públicas que combatem o trabalho escravo.
