Homem que matou esposa com 72 facadas é preso no Paraguai após mais de 30 anos foragido

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Um foragido internacional, Marcos Panissa, foi finalmente capturado no Paraguai após mais de 30 anos de fuga. Condenado pela morte da ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa, assassinada com 72 facadas em Londrina, em 1989, ele foi localizad o na cidade de San Lorenzo e entregue às autoridades brasileiras na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. A operação, realizada por forças de segurança de ambos os países, encerra um capítulo longo de busca pela justiça e destaca a atuação de cooperação internacional para enfrentamento de crimes antigos.

Na tarde de quarta-feira, 15 de abril de 2026, Panissa foi detido em San Lorenzo, interior paraguaio, em uma ação conjunta da Polícia Nacional do Paraguai, da Polícia Federal do Brasil, do Gaeco/PR e da Polícia Militar do Paraná. O condenado já figurava na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL desde 1995, o que facilitou o rastreamento com informações compartilhadas entre as autoridades brasileiras. A captura ocorreu dentro de uma operação coordenada pelo Comando Tripartite, estrutura de cooperação policial internacional, e culminou na entrega ao Brasil na Ponte da Amizade, na fronteira com o estado do Paraná.

O caso teve origem em Londrina, no norte do Paraná, onde, em 1989, Panissa tirou a vida da ex-companheira, Fernanda Estruzani Panissa, com 72 facadas após o fim do relacionamento. Na época, ele tinha 23 anos e Fernanda, 21. Em 1991, Panissa foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. A defesa levantou a hipótese de um novo júri, recurso esse que, após tramitação, foi revogado em 2008. Em um segundo julgamento, ainda nos anos 1990, ele recebeu uma pena de 9 anos, decisão contestada pelo Ministério Público com base em irregularidades processuais. O réu permaneceu em liberdade durante parte do tempo.

Em 1995 ocorreu o terceiro julgamento, mas Panissa não compareceu ao tribunal e a prisão preventiva foi decretada; ele já estava foragido. Em 2008 houve uma mudança legal que permitiu a continuidade dos julgamentos mesmo sem a presença do réu. No quarto julgamento, o tribunal fixou a pena em 21 anos e 6 meses de prisão. Em 2010, essa pena foi reduzida para 19 anos e 6 meses, mantendo, no entanto, a condenação pela morte da ex-esposa. A sequência de decisões mostra um caminho contencioso longo, com recursos, mudanças legislativas e disputas sobre a legalidade das decisões.

A captura de Panissa demonstra a força de uma rede de cooperação entre países vizinhos e a importância do combate a crimes que se arrastam por décadas. O caso também evidencia o papel do Interpol e da Difusão Vermelha na localização de procurados internacionais, mesmo quando ficam anos escondidos em regiões de fronteira. Com Panissa sob custódia, as autoridades brasileiras vão prosseguir com os trâmites legais cabíveis para cumprir o mandado de prisão no Brasil, conforme a legislação vigente e os acordos de cooperação existentes entre as duas nações.

Este desfecho reforça a mensagem de que a justiça pode atravessar fronteiras e que a colaboração entre cidade e região fronteiriça é essencial para enfrentar crimes complexos. Para você, leitor, quais são suas perspectivas sobre a atuação conjunta de distintos estados e países no enfrentamento de casos antigos? Deixe seu comentário, compartilhe suas opiniões e contribua com sugestões sobre como fortalecer ainda mais a cooperação internacional na aplicação da lei.

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