Pular para o conteúdo

Ministério da Saúde incorpora novo curativo biológico no tratamento de pacientes com diabetes

Ministério da Saúde incorpora novo curativo biológico no tratamento de pacientes com diabetes
Ministério da Saúde incorpora novo curativo biológico no tratamento de pacientes com diabetes

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

A membrana amniótica foi incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) nesta semana, após recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação de duas portarias. A tecnologia, já utilizada na medicina regenerativa, passa a tratar feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares, com potencial para beneficiar cerca de 860 mil pacientes por ano no Brasil.

A membrana amniótica é um tecido fino coletado durante o parto que apresenta propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. No decorrer da gravidez, envolve o feto, oferecendo proteção, e hoje é valorizada pela sua capacidade de regenerar órgãos, tecidos e células. Essa base biológica, quando aplicada na pele ou em mucosas, atua como curativo biológico que estimula a recuperação de lesões.

No pé diabético, uma complicação grave do diabetes que envolve alterações neurológicas, vasculares e infecções, a membrana amniótica pode acelerar a cicatrização, com ganhos de até duas vezes na velocidade da recuperação. O SUS já utiliza a técnica no tratamento de queimaduras extensas desde o ano passado, ampliando as opções terapêuticas para feridas de difícil cicatrização.

Em tratamento de alterações oculares, o tecido auxilia na cicatrização de feridas em pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, contribuindo para reduzir a dor e melhorar a recuperação da superfície ocular. Esse uso amplia opções para pacientes com lesões que afetam a visão e a qualidade de vida.

O novo curativo biológico é recomendado principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, incluindo condições como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea. A prática pode transformar o manejo de feridas complexas em várias regiões, com ganhos relevantes para a saúde ocular e da pele.

A incorporação da membrana amniótica no SUS representa um avanço importante para a saúde da cidade, com potencial de impactar pacientes em diferentes níveis de gravidade. Com o benefício estimado de atender cerca de 860 mil pessoas por ano, a técnica se coloca como uma opção de alto valor terapêutico, mantendo-se alinhada às diretrizes de cuidado moderno em medicina regenerativa.

A implementação ocorreu após a avaliação da Conitec e a publicação de portarias que definem as condições de uso, os cenários clínicos e os critérios de elegibilidade para acesso pelo SUS. Em meio a uma agenda de inovações, a decisão estabelece um caminho claro para que médicos, hospitais e pacientes se beneficiem da técnica sem desrespeitar as normas vigentes.

E você, o que acha da ampliação de tratamentos com membrana amniótica no SUS? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como essa novidade pode impactar a saúde da sua cidade, ajudando a reduzir o tempo de recuperação de feridas graves e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes e problemas oculares.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO