Após escândalo do Master, crise de reputação do STF bateu recorde histórico, revela pesquisa Quaest

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo curto: a crise de credibilidade do STF avança rapidamente, com a maioria da população desconfiante em relação aos ministros, segundo levantamento Genial/Quaest. O cenário traz variações regionais e por renda, além de ligar os índices ao atual ciclo de escândalos envolvendo o Judiciário.

A Coluna do Estadão destaca que, com base na pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 10 e 13 de abril, pela primeira vez desde o início de uma série histórica em 2022, mais da metade dos brasileiros duvida da atuação dos ministros do STF. O episódio está ligado aos desdobramentos do Banco Master e às revelações sobre a relação de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Os números são claros: 53% dos entrevistados afirmam não confiar nos ministros do STF, enquanto 41% dizem confiar na Corte. O restante não soube ou não respondeu. O indicador de confiança, que já havia mostrado elevação no passado, agora registra queda expressiva.

A coluna lembra que, na primeira coleta da Quaest, em 2022, 56% avaliavam positivamente o STF. Entre agosto de 2025 e março de 2026, a tendência seguiu a queda, justamente no período em que o escândalo do Master estourou. Em agosto do ano anterior, 50% confiavam na atuação dos ministros e 47% não confiavam, marcando o início da mudança.

Em março, a descrença superou a avaliação positiva, com 53% dos entrevistados desconfian do STF. A diferença entre confiança e desconfiança evidencia uma mudança de percepção que ganhou fôlego com os desdobramentos do caso Master e com as revelações sobre a proximidade entre magistrados e o banqueiro.

Os dados também mostram variações significativas por região e renda. A região Sul lidera a rejeição à Corte, com 62%, seguida pelo Sudeste, com 59%. Além disso, a percepção de legitimidade do STF está ligada à renda familiar: quanto maior a renda, maior a falta de confiança na Corte.

Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, 60% não confiam no STF. Já entre quem recebe até dois salários mínimos, o cenário é de empate técnico: 47% desconfiam e 45% confiam. Esses números ajudam a entender que o ceticismo se espalha de forma desigual pela sociedade, refletindo diferenças de experiência e expectativa em relação ao papel dos ministros.

Especialistas apontam que o conjunto de fatores — escândalos, cobertura midiática, e a percepção de tratamento igualitário perante o Judiciário — contribui para o aumento da desconfiança. A queda na aprovação não se restringe a uma classe ou região; ela se estende a diferentes segmentos da população, com impactos práticos no relacionamento entre o Judiciário e a sociedade.

O momento atual impõe um desafio público: restabelecer transparência, fortalecer a percepção de apuração independente de irregularidades e demonstrar que a justiça age com correção e celeridade. A tendência de queda na confiança exige respostas claras e ações que tragam percepção de responsabilidade institucional à população.

O leitor pode acompanhar os desdobramentos e refletir sobre o papel da Corte em tempos de crise. Conte nos comentários como você avalia o equilíbrio entre independência judicial e responsabilidade pública, e compartilhe suas opiniões sobre o futuro do STF.

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