Em Brasília, uma trend chamada “treinando caso ela diga não” ganhou a atenção das autoridades ao circular nas redes com jovens simulando agressões contra mulheres que recusam um pedido de namoro. A Polícia Federal abriu um inquérito no dia 9 de março para apurar publicações que incentivem esse tipo de violência e já derrubou perfis que divulgaram conteúdos misóginos. O Governo do Distrito Federal e a SSP-DF também divulgaram alertas sobre o tema na cidade. Dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Lesfem/UEL, indicam 6,9 mil vítimas de feminicídio consumado ou tentado no ano, um aumento de 34% em relação a 2024. Palavras-chave: feminicídio, violência contra a mulher, PF, Lesfem/UEL.
A Polícia Federal, por meio da Diretoria de Crimes Cibernéticos, informou ter aberto o inquérito em 9 de março para apurar a divulgação de conteúdos que incitam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. A PF também derrubou perfis que publicaram conteúdos misóginos e acionou mecanismos de cooperação com as plataformas digitais. A apuração ganhou ritmo após a Advocacia-Geral da União apresentar, no último domingo (8/3), uma notícia-crime à PF solicitando a abertura do inquérito, sinalizando a seriedade da investigação.
No TikTok, várias influenciadoras publicaram vídeos de indignação e pediram atuação rápida das autoridades. Elas destacaram que esse tipo de conteúdo não pode ser normalizado, cobrando respostas firmes das plataformas para evitar a disseminação de mensagens que romantizam a violência contra mulheres. Em uma das falas difundidas, o tom é duro: “Esse tipo de ‘brincadeira’ de violência contra a mulher não tem graça nenhuma. Mulher não é propriedade nossa. ‘Não’ é resposta, não é provocação. O sentimento de posse é o primeiro passo para o crime.”
Especialistas e autoridades ressaltam a importância de uma resposta coordenada entre governos, polícia e plataformas digitais para frear a propagação dessas mensagens. Além de ações de remoção de conteúdos, há apelos para que haja maior fiscalização de conteúdos misoginos e para que denúncias sejam tratadas com celeridade, evitando que esse tipo de prática se espalhe pela cidade e pelo país. A cooperação entre órgãos federais e locais é vista como essencial para reduzir o impacto dessas tendências na vida de mulheres.
O estudo do Lesfem/UEL, citado pela PF, aponta que em 2025 houve 6,9 mil vítimas de feminicídio consumado ou tentado no Brasil, representando um incremento de 34% em relação ao ano anterior. O relatório evidencia que, embora haja avanços em políticas públicas e campanhas de conscientização, a violência de gênero continua sendo um desafio relevante em várias regiões do país, incluindo a cidade de Brasília e o Distrito Federal.
Especialistas apontam que enfrentamento dessa prática passa também por educação, diálogo com a comunidade e ações concretas de apoio às vítimas. A sociedade precisa manter o olhar atento a sinais de comportamento abusivo, apoiar pessoas que relatam situações de violência e cobrar medidas eficazes de plataformas digitais, mantendo o compromisso de proteger mulheres e meninas em todas as regiões.
E você, qual é a sua leitura sobre esse movimento que ganhou as redes sociais? Como a cidade pode avançar na proteção de mulheres e na prevenção de atitudes que alimentam o machismo? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate da comunidade. Sua experiência pode ajudar outras pessoas a entenderem o que está em jogo e a agir com responsabilidade.

