Morre a vereadora Luciana Novaes, que ficou tetraplégica após bala perdida no Rio

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Morreu aos 42 anos a vereadora Luciana Novaes, do PT, mulher marcada pela superação após uma bala perdida que a deixou tetraplégica em 2003. A parlamentar foi referência na defesa de pessoas com deficiência e na construção de políticas públicas voltadas à inclusão na cidade do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada e ela enfrentava problemas de saúde desde o fim de 2025, mantendo, mesmo assim, o compromisso com o trabalho público. Meta descrição: Rio de Janeiro, vereadora Luciana Novaes, inclusão, legado de quase 200 leis.

Luciana Novaes nasceu por volta de 1984. Aos 19 anos, decidiu seguir ciência da saúde e, em 2003, durante o curso de enfermagem na Universidade Estácio de Sá, campus Rio Comprido, foi atingida por uma bala perdida. O diagnóstico de apenas 1% de chance de vida não a derrubou; ela surpreendeu médicos, transformando a dor em motivação para reconstruir sua vida. Mesmo tetraplégica, retomou os estudos, formou-se em serviço social e concluiu uma pós-graduação em gestão governamental, abrindo caminho para uma atuação pública centrada na inclusão.

Na política, Luciana consolidou-se como vereadora da Câmara Municipal do Rio em 2016. Seu mandato ficou marcado pela aprovação de leis que ampliaram direitos das pessoas com deficiência, ajudaram idosos e criaram redes de apoio para quem vive em situações de vulnerabilidade. Em 2020, no auge da pandemia, não pôde fazer campanha presencial por ser do grupo de risco, mas obteve mais de 16 mil votos e tornou-se primeira suplente. No ano seguinte, lançou-se a deputada federal em trajetória pelo PT no Rio, recebendo mais de 31 mil votos e ocupando a posição de segunda suplente; retornou à Câmara Municipal em 2023.

Ao longo de sua atuação, Luciana Novaes registrou um legado de quase 200 leis, sempre com foco na inclusão, na defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população vulnerável. Sua agenda era pautada pela responsabilidade social, pela participação cidadã e pela busca por soluções concretas para quem não encontra facilmente espaço na sociedade. Sua atuação é lembrada como exemplo de resiliência, coragem e compromisso com políticas públicas eficientes.

Ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado, manifestou profundo pesar pela perda. O anúncio reforça a ideia de que Luciana Novaes transformou a dor em propósito e dedicou boa parte de sua trajetória a defender quem enfrenta barreiras no cotidiano. Líderes municipais destacaram o impacto de seu trabalho, bem como o vazio deixado pela ausência de uma liderança que lutava pelas pessoas mais vulneráveis e pela equidade na cidade.

A história de Luciana Novaes deixa lições de coragem, mobilização social e serviço público. Moradores destacam a importância de políticas que promovem inclusão e respeito à diversidade. E você, qual aspecto da vida da vereadora mais o inspira? Compartilhe suas opiniões nos comentários e ajude a manter vivo o debate sobre como a cidade pode avançar olhando para quem precisa.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 115 milhões nesta terça; veja como participar

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira um prêmio estimado em 115 milhões de reais, no concurso 3.001. O sorteio acontece às 21h (horário de Brasília)...

Seguro auto cobre enchente? O que a sua apólice realmente diz

Com o aumento de eventos climáticos extremos, motoristas precisam entender como funciona a proteção do seguro do carro quando há enchentes. Em geral,...

As melhores praias de Ubatuba para cada tipo de viajante

Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, abriga mais de 100 praias e se estabelece como destino para todos os estilos de viagem....