O novo mundo novo (por André Gustavo Stumpf)

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Resumo: o Brasil enfrenta um momento complexo em que o PT luta para explicar a rejeição a Lula, enquanto o cenário internacional exige ajustes estratégicos. Da Ucrânia ao petróleo, passando pela geopolítica regional no Norte, o país precisa pensar um caminho mais além das eleições, para não perder ritmo e oportunidades.

Lula e o PT convivem com um desgaste perceptível nas pesquisas semanais, mesmo com a vitória em várias eleições. A tônica é de que o populismo não se renova e não acompanha a velocidade das mudanças digitais. Além disso, a recente derrota no Senado, com a histórica rejeição de Jorge Messias para o STF, reforça o desafio político atual.

No plano internacional, a Ucrânia continua sob tensão após a invasão russa, já há quatro anos, com bases distantes em áreas que surpreendem o Kremlin. O Brasil sinalizou apoio a Moscou para garantir petróleo e fertilizantes, mas corre o risco de ficar do lado errado, diante da maioria europeia e da opinião pública interna.

Outro capítulo envolve o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrito como alguém que enxergou o Irã como a Venezuela. O episódio, que incluiria uma invasão a Caracas e a prisão de Maduro, provocou o fechamento do estreito de Hormuz e impactos inflacionários globais, gerando resposta cautelosa por parte dos governos europeus.

No fronto energético, os Emirados Árabes Unidos deixaram a OPEP**, sinalizando maior volatilidade de preços. O barril, oscillando em torno de US$ 115, pode acionar recessão global. O Brasil, responsável por cerca de 70% de seu consumo interno em produção, tende a sentir menos impacto no abastecimento, mas depende de petróleo refinado e enfrenta custos maiores pela falta de refinarias.

No Norte brasileiro surge uma nova fronteira de desenvolvimento. Em Roraima, a soja cresce ao norte de Boa Vista, com possibilidade de exportação pelo porto de Georgetown, na Guiana, país que vive um momento de crescimento acelerado graças ao petróleo. As obras de infraestrutura ampliam laços comerciais, enquanto a linha de asfalto entre as nações facilita o trânsito de mercadorias.

Em Amapá, a descoberta de petróleo na região equatorial acelera o crescimento local. Oiapoque ganhou um novo aeroporto e a população quase dobrou nos últimos meses, mas Brasília parece manter distância do ritmo regional. O presidente do Senado, de origem amapaense, sabe como o desenvolvimento regional avança quando há visão local e ações coordenadas.

O petróleo, por sua vez, deve ter fim um dia, e o país precisa planejar a transição para energia eólica, solar e hidroelétrica. Analistas destacam que a mudança pode ser menos dolorosa se houver decisão firme de longo prazo, em vez de benefícios de curto prazo para vencer eleições. O alerta vem de intelectuais de diversos cantos do mundo, lembrando que o cenário global está em ruptura.

E você, como enxerga o papel do Brasil neste momento decisivo? Compartilhe a sua opinião nos comentários e indique quais caminhos acredita que o país deva trilhar para unir crescimento econômico, segurança nacional e sustentabilidade energética.

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