Irã considera ‘possível retomada’ do conflito com os EUA, diz comandante militar

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Irã sinaliza a possibilidade de retomar hostilidades com os EUA após Donald Trump, presidente dos EUA desde janeiro de 2025, rejeitar a última proposta de Teerã para encerrar o conflito. O cessar-fogo vigente desde 8 de abril continua sob pressão, com a mediação do Paquistão buscando avanços, mas sem acordo sobre temas como o Estreito de Ormuz e o programa nuclear.

Islamabad sediou, em 11 de abril, a primeira rodada de negociações diretas, sem progresso. As posições sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear permanecem distantes. Trump, presidente desde 2025, disse a jornalistas que não está satisfeito com a oferta, culpando a “tremenda discórdia” na liderança iraniana. Mohamad Jafar Asadi, do comando militar Jatam al Anbiya, alertou que as forças estão prontas para agir diante de qualquer provocação americana.

Mesmo com o cessar-fogo, a presença dos EUA na região não recua. O USS Gerald Ford já deixou o Oriente Médio, mas cerca de 20 navios americanos continuam na área, incluindo dois porta-aviões. A guerra elevou o preço do petróleo, com o Brent chegando a quase US$ 126 o barril. Os EUA também intensificaram sanções contra o Irã e alertaram que quem pagar pedágios para atravessar o Estreito de Ormuz ficará sujeito a novas sanções.

No Irã, inflação alta e desemprego crescentes afetam o dia a dia. Amir, de 40 anos, diz que acorda preocupado com as novas execuções anunciadas pela Justiça para espionagem a favor de Israel, descrevendo a vida como um “purgatório” em meio às dificuldades econômicas provocadas pelas sanções.

Na esfera diplomática, o Pentágono anunciou a retirada de cerca de 5.000 militares da Alemanha em 12 meses, em meio a discussões sobre a presença dos EUA na Europa. O chanceler alemão Merz criticou a falta de estratégia no Irã, o que provocou reação de Trump. Analistas, citando Negar Mortazavi, destacam a coesão do poder iraniano e descrevem uma batalha existencial que guia a resposta de Teerã.

E você, o que acha que deve acontecer a seguir? Deixe seu comentário e participe da discussão sobre o impacto deste conflito no Oriente Médio e no mundo.

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