O Pentágono confirmou a retirada de cerca de 5 mil soldados dos EUA que estavam na Alemanha, com conclusão prevista entre seis e doze meses. A medida ocorre em meio a tensões com aliados e às críticas do presidente Donald Trump sobre o apoio europeu em ofensivas no Irã. Em resposta, a Alemanha e a OTAN defendem a necessidade de aumentar a autonomia de defesa da Europa para reduzir a dependência de Washington.
A retirada representa cerca de 15% do contingente americano no continente, que hoje soma aproximadamente 35 mil militares. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que os europeus devem assumir mais responsabilidade pela própria segurança, destacando que a presença dos EUA na Alemanha ainda interessa a ambos por servirem de dissuasão diante da Rússia.
O Pentágono afirmou que o desligamento deverá ocorrer dentro de um prazo de seis a doze meses, e a OTAN disse que está em contato com Washington para entender os detalhes da decisão. A organização ressaltou que o reforço da defesa europeia e o aumento dos investimentos em defesa no continente são passos cruciais para a segurança compartilhada, com meta de investir 5% do PIB, exceção da Espanha citada no debate.
Berlim é peça-chave nas operações norte-americanas, com bases como Ramstein, Büchel, Stuttgart, Grafenwöhr e Landstuhl desempenhando papéis estratégicos para a segurança regional, incluindo atividades no Oriente Médio e na África. Após décadas de subfinanciamento, a Alemanha tem fortalecido seu Exército para reduzir a dependência de Washington, mantendo, porém, cooperação próxima com os EUA.
Analistas dizem que a decisão pode acelerar o movimento europeu rumo à maior autossuficiência em defesa, alterando o equilíbrio das relações transatlânticas e o papel da OTAN na segurança regional. A região observa com atenção como a Alemanha e vizinhos vão recalibrar alianças e investimentos em defesa diante desse novo cenário.
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