O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), acusou a gestão do governo do estado de acumular dívidas milionárias com a prefeitura. O gestor alegou que a gestão deve mais de 20 milhões de reais para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Durante o evento de lançamento do Maio Laranja, ele também respondeu às críticas sobre a nova maternidade, inaugurada em abril no bairro da Federação. O equipamento foi alvo de reclamações por não ter um serviço de emergência e funcionar através da regulação, responsabilidade estadual.
Bruno voltou a criticar o executivo estadual e acusou o governo de não cumprir com as obrigações firmadas com a gestão municipal. “Manda pagar o que está devendo do Samu, deve mais de R$20 milhões a prefeitura. Nem as transferências obrigatórias eles fazem e aí querem vir ter autoridade ou falar alguma coisa? Vai trabalhar, porque o povo já está cansado de enrolação”, disse o prefeito.
O gestor ainda falou sobre a operação da Maternidade e Hospital da Criança (HMC), a unidade funciona com atendimento via regulação, com gestantes geralmente encaminhadas por outras unidades de saúde. Embora tenha sido anunciada com capacidade de atender de forma complementar serviços de emergência obstétrica, o funcionamento do setor estaria comprometido.
“Nós começamos a operação no dia 16 de abril, então tem 15 dias de funcionamento. toda grande operação no início ela tem tempo para chegar aos 100% e mesmo assim o primeiro paciente chegou sem regulação. 75% dos pacientes vieram do interior da Bahia, porque foram atrás de hospitais do estado e não acharam atendimento, e quem regula é o estado. Então se o estado não tem competência de fazer regulação, transfere pros outros”, disparou o prefeito de Salvador.
