Mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade social ocuparam, no último sábado, o antigo prédio do INSS em Feira de Santana, Bahia. O imóvel de sete andares, pertencente à União, fica no centro da cidade e agora é alvo de debates entre movimentos sociais e a gestão municipal sobre seu destino.
A ação é encabeçada pela Frente Nacional de Luta (FNL) Campo e Cidade, com o objetivo de incorporar o prédio ao programa Minha Casa Minha Vida, ampliando ações de habitação popular. Segundo Adilson Silva, coordenador do movimento, a ideia é reduzir os custos de moradia para famílias que recebem até um salário mínimo.
Dados do movimento indicam que cerca de 95% das famílias moram em distritos ou bairros periféricos da cidade. Entre os presentes estão idosos e crianças, e técnicos da FNL realizam uma avaliação para mapear as condições do imóvel, que ficou fechado por anos e precisa de reparos. Também há preocupação com os documentos públicos armazenados no local, em áreas que devem permanecer restritas.
A discussão sobre o destino do prédio vem desde 2025, quando o prefeito José Ronaldo de Carvalho manifestou interesse em transferir secretarias municipais para o local, em busca de centralizar a administração. A prefeitura formalizou o pedido junto ao INSS. O imóvel ainda abriga parte do CedocPrev, segundo o INSS, que assegura não estar ocioso e que guarda processos administrativos físicos. A Procuradoria Federal Especializada já foi acionada para a reintegração de posse, visando preservar o patrimônio público.
O prédio já funcionou como sede da Gerência Executiva do INSS até 2010, quando as atividades foram transferidas para a Avenida Getúlio Vargas para cumprir normas de segurança e acessibilidade, o que exigiria uma alta adequação da estrutura antiga. O INSS reforça que a mudança visou atender essas normas, e a restauração total do edifício seria custosa. O caso segue em tramitação, com a cidade buscando soluções para moradores da região. Deixe seu ponto de vista nos comentários e participe da conversa.
