Polícia apreende último suspeito de participar de estupro coletivo de crianças em SP

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Resumo: A Polícia Civil de São Paulo prendeu o último suspeito de participação em um estupro coletivo envolvendo duas crianças, ocorrido na região leste da cidade. O crime aconteceu em 21 de abril na localidade União de Vila Nova, no bairro São Miguel Paulista, e envolveu cinco indivíduos — três adolescentes, um jovem de 21 anos e um menor de 15 anos, localizado em Guarulhos e encaminhado à Fundação Casa. Vídeos gravados pelos suspeitos circularam na internet, impulsionando as investigações.

Como apurado, os abusos ocorreram dentro de um imóvel da localidade, com os agressores atraindo as vítimas para o ambiente privado sob o pretexto de brincar com pipas. As crianças, de 7 e 10 anos, conviviam com os vizinhos agressores, que moravam próximos. O adolescente de 15 anos foi localizado no bairro Ermelino Matarazzo, em Guarulhos, pela 63ª Delegacia, acompanhado da mãe, e encaminhado à Fundação Casa. O homem de 21 anos, residente em Jequié, Bahia, já havia sido preso no fim de semana e permanece sob encaminhamento para transferência à Justiça baiana.

A investigação também aponta o papel central do registro audiovisual: o homem de 21 anos supostamente produziu os vídeos, que circularam nas redes. O maior dos envolvidos começou a gravar, pedindo a um segundo menor que registrasse as cenas no celular. A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk afirmou que as vítimas foram pressionadas pela comunidade local para não acionar a polícia; apenas uma irmã de uma das vítimas reconheceu as imagens e levou o caso à delegacia.

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, disse que, em 45 anos de atuação na polícia, não havia visto algo tão terrível: “Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim, cena terrível, inesquecível.” A delegada acrescentou que as investigações indicam convivência entre agressores e vítimas, além de exploração de vínculos de vizinhança para facilitar os ataques.

Enquanto as apurações avançam, a polícia trabalha com autoridades da Bahia para a transferência do suspeito de 21 anos; novas diligências devem esclarecer exatamente onde e quando os crimes ocorreram. A investigação segue para esclarecer todas as circunstâncias e levar justiça às crianças.

Se você tem opiniões, perguntas ou sugestões sobre como prevenir esse tipo de crime na cidade, deixe seu comentário e participe da conversa abaixo.

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