Um grupo extremista islâmico descobriu uma igreja clandestina no Afeganistão, resultando na morte de cerca de 34 cristãos em dois ataques distintos, ocorridos em janeiro e abril. O pastor Irfan, que apoia os moradores cristãos da região sob o regime do Talibã, descreve a perseguição como brutal e aponta para a necessidade de solidariedade internacional.
No final de janeiro, o primeiro ataque matou 24 cristãos convertidos da etnia Hazara nas proximidades da cidade de Bamiyan. A maioria foi morta a tiros, e um jovem de cerca de 20 anos teve a garganta cortada. O local de culto também foi incendiado pelos agressores.
Em 16 de abril, houve o segundo ataque contra a igreja subterrânea, com mais de dez cristãos Hazara assassinados. Entre as vítimas estava uma criança de 4 anos. Duas irmãs, com idades de aproximadamente 18 e 21 anos, foram sequestradas pelos extremistas.
O pastor Irfan fundou a igreja clandestina em 2009, quando passou a viajar ao Afeganistão para falar do Evangelho. A congregação cresceu para centenas de famílias, com muitos membros migrando para outros países. Atualmente, Irfan pastoreia remotamente 85 famílias no Paquistão, enviando sermões e reflexões por redes privadas. Desde que o Talibã retomou o poder em 2021, os cristãos no Afeganistão enfrentam perseguição brutal. A interpretação rígida da lei Sharia criminaliza a conversão ao Cristianismo, com pena de morte prevista. Pesquisadores indicam que os cristãos afegãos, especialmente ex-muçulmanos, estão sob alto risco de morte e são caçados por extremistas, além de serem proibidos de pregar o Evangelho ou distribuir Bíblias.
A situação evidencia a dura realidade vivida pelos fiéis na região. Comente abaixo sua opinião sobre como governos e organizações internacionais podem apoiar os moradores cristãos da região diante dessa perseguição.
