Resumo do dia: o dólar fechou em 4,9119 reais, o menor nível desde 26 de janeiro de 2024 (4,9110). O Brent recuou, mas segue acima de 110 dólares por barril. No cenário local, o real lidera ganhos entre as moedas mais líquidas, apoiado por fluxos estrangeiros e pela perspectiva de um encontro entre Lula e Trump que pode manter o câmbio mais firme nos próximos dias.
Ao longo da sessão, o dólar chegou a 4,9066 reais e encerrou em queda de 1,12%. Mesmo com o recuo, a moeda acumula baixa de 0,82% nos dois primeiros pregões de maio, reforçando a visão de que o Brasil pode se beneficiar de um petróleo relativamente alto aliado a juros atrativos.
O real se posicionou como uma das moedas com melhor desempenho entre as grandes divisas, impulsionado pela melhora dos termos de troca e pela permanência de juros elevados. Analistas destacam a entrada de recursos estrangeiros na bolsa e a possível internalização de capitais por exportadores, ajudando a sustentar o cenário positivo. O economista Fabrizio Velloni afirma que o Brasil está bem posicionado para lidar com o impacto de um choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio, dada a combinação de exportação de petróleo e peso de empresas ligadas a commodities no Ibovespa.
No front do petróleo, o Brent se manteve acima de US$ 110 o barril, ainda que tenha recuado. As autoridades dos EUA chamam o projeto Liberdade de facilitar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, sem incluir ações militares. Por outro lado, o Irã negou ataques a Emirados Árabes Unidos e o presidente Trump aponta que prefere um acordo, mas avisa que sem consenso o Irã poderá enfrentar medidas mais duras.
O cenário sugere que o real pode manter a vantagem se o petróleo permanecer em patamares elevados e se o Brasil continuar recebendo fluxos de capitais. O encontro entre Lula e Trump em Washington é visto como fator de otimismo. Acompanhe as mudanças e compartilhe sua visão sobre o andamento da economia brasileira, dólar e petróleo nos comentários.
